Como tratar um homem em um relacionamento

7 dicas que vão ajudar a eliminar a disfunção erétil

2020.11.10 03:57 Hefty-Concept-905 7 dicas que vão ajudar a eliminar a disfunção erétil

7 dicas que vão ajudar a eliminar a disfunção erétil
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A disfunção erétil pode ser sinal de uma doença física ou psicológica, e causar estresse, tensão no relacionamento e baixa autoestima.
Quando um homem não consegue ter ou manter uma ereção firme o suficiente para a relação sexual, ele provavelmente sofre de disfunção erétil.
O problema, que pode ser sinal de uma doença física ou psicológica, causar estresse, tensão no relacionamento e baixa autoestima.
Se você tem disfunção erétil, anote estas sete dicas simples para se livrar de vez do problema.
Também vale a pena conhecer 10 remédios caseiros para tratar impotência.

Mantenha uma alimentação saudável

Dietas que podem gerar problemas cardíacos, certamente pode causar disfunção erétil.
O motivo é o alto colesterol, que impede um fluxo adequado de sangue para o coração e o pênis.
Além disso, antes de comer qualquer coisa, lembre-se: se esse alimento faz mal ao seu coração, ele terá o mesmo efeito em seu pênis.
Dê preferência aos alimentos leves e saudáveis como frutas, verduras e legumes, e evite os alimentos processados ​​e aqueles que contêm gorduras e óleos prejudiciais.
Além disso, os alimentos afrodisíacos, que aumentam a libido, devem compor sua a dieta do dia a dia, ou seja, com frequência.

Evite o sobrepeso

O excesso de peso faz mal não só ao coração, mas prejudica também seu desempenho sexual.
É que a obesidade impede que um bom fluxo sanguíneo alcance seu pênis, além de causar diabetes, que também pode gerar problemas nos nervos do pênis.

Cuidado com o que prejudica seus vasos sanguíneos!

Hipertensão, ansiedade e colesterol alto podem danificar os vasos sanguíneos.
Até mesmo os medicamentos que você toma para melhorar seu desempenho sexual pode dificultar a ereção. Por isso, antes de tomar qualquer medicação, procure seu médico de confiança.

Evite álcool e fumo

Apesar de o álcool não afetar diretamente o funcionamento do pênis, ele causa danos ao fígado e aos nervos, além de influenciar o equilíbrio da testosterona. Já a nicotina, dissolvida no sangue, causa a contração dos vasos sanguíneos e impede a circulação do sangue, prejudicando também a ereção.

Pratique exercícios físicos regularmente

Todos sabem que praticar exercício físico é fundamental para manter a saúde geral em dia.
Priorize exercícios aeróbicos, natação e corrida.
Eles melhoram a circulação sanguínea e ajudam a reduzir o nível de colesterol, o que favorece o bom funcionamento do pênis. Atenção: evite esportes que causem pressão nos músculos/ ossos pélvicos; como andar de bicicleta, por exemplo.

Controle os níveis de testosterona!

Por volta dos 50 anos, é comum entre os homens que haja uma queda nos níveis de testosterona.
Depressão ou mau-humor, falta de energia e dificuldade em tomar decisões são alguns dos sintomas da queda do hormônio.
Se esse for o seu caso, é hora de procurar um médico.
Antes disso, é importante você saber que drogas usadas para melhorar o desempenho físico, como os esteroides anabolizantes, afetam a capacidade dos testículos de produzir testosterona.

Evite a inflamação do pênis:

A saber, depois de uma relação, é comum que haja uma pequena inflamação do pênis.
O problema é que essa inflamação pode afetar sua ereção.
Para evitar que isso aconteça, a vagina da sua parceira deve estar bem lubrificada.
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2020.11.04 03:30 AMOR202 me ajudem !!!

Tinha um relacionamento de 3 anos e 9 meses. Depois de muitas brigas ela começou amar sozinha na relação (Ela é diagnosticada com Depressão e ansiedade) E eu tava na relação por estar mas nunca disse isso para ela, porém nunca traí nem nada do tipo. com o tempo eu percebi que tinha muitos problemas emocionais e fui atrás de corrigir isso. cerca de 6 meses percebi que ela é a mulher da minha vida e eu mudei muito na relação, depois que me tratei me tornei mais maduro e bem resolvido. ela percebeu minha mudança mas mesmo assim disse não sentir mais amor, estar em duvida sobre oque sente. e ai meu mundo sumiu diante meu nariz. cheguei a me humilhar, mas ela disse estar convicta da decisão, Não sei se o fato de me humilhar talvez tenha mexido no ego dela, eu realmente não sei oque aconteceu. gente depois de perceber que me libertei da minha dependência emocional e continuar amando ela mesmo assim.. eu percebi que é realmente amor e não sei oque fazer para tela de volta. sei que ela morre de medo de se machucar novamente então iria começar com uma abordagem devagar. iria esperar passar uns 10 dias sem contato algum (tempo do luto de fim de namoro) passar um pouco e mandar uma carta, mas nessa carta não sei se digo que quero a amizade dela (Para depois ir subindo os degraus até conquistar novamente ) ou na carta deixar a entender que que quero algo a mais. a carta que escrevi é essa.
oi, Baleia. Eu descobri meus traumas de infância e trabalhei eles, e isso não faz mais parte da minha vida. e isso tinha um impacto gigante
na sua vida. isso gerou vários processos de apego,Eu precisava de confirmação o tempo todo e estar no controle pois nunca tive isso.
sempre só obedeci e não tinha carinho. o abandono e rejeição gerou traumas no meu subconsciente. e agora essas coisas não fazem mais parte da minha vida. por isso peço desculpas.
-depois do acompanhamento profissional me tornei um Homem de verdade e quero agradecer você pela mulher incrível que você foi.
Eu tinha um incrível amor engavetado por você pelos meus traumas e demorei muito pra descobrir. porém esse amor veio com apegos e dependência emocional. Hoje que estou livre disso tudo, só sobrou amor pela pessoa que você é.
Quando eu parei de lhe culpar por tudo o meu amor começou a florescer, quando parei de ter medo de sofrer pelo meu histórico de rejeição na infância. o amor começou a florescer.
Eu quero agradecer por tudo que fez por mim, até no fim você foi boa pois aprendi muito e tratei problemas antigos. nunca imaginaria que meus traumas iriam afetar meu futuro, e descobri traumas que não queria..
Quero agradecer por ter me dado o cachorro mais bobão do mundo (Hoje não é mais meu), que morro de saudades. quero agradecer pelas noites no seu quarto e as crises de riso, quero agradecer por ser a primeira mulher com quem eu me relacionei sexualmente e foi fantástico,
quero agradecer por me apresentar a praça do galo (Eu realmente gosto daquele lugar),quero agradecer por me ensinar gostar de praia,Também adorava dançar agarrado enquanto você lavava louça, e por me mostrar um mundo que não conhecia. quero te agradecer por apontar meus problemas e me fazer pensar sobre eles.
o nosso término foi fundamental para meu entendimento sobre quem quero ser, sobre como tratar meus problemas, e finalmente superar meus traumas. eram coisas tão simples de se fazer mas muito difíceis de se enxergar. finalmente dei meu grito de dependência emocional.
Também comecei me cuidar melhor, dar oportunidade para novas experiências e estou muito alegre com tudo que estou vivendo.
Espero que não tenha raiva de mim, pois só tenho gratidão por você. Hoje eu entendo meus erros como ''ativação'' que é: Reação desproporcional numa situação que não justifica. Você acaba destruindo o emocional da pessoa por um problema intrínseco seu. Por isso é pra tratar a origem da ativação: Traumas da infância como rejeição, bullying, etc.
Nega. hoje estou muito feliz com minhas descobertas, e com a pessoa que estou me tornando. Sou uma pessoa feliz que me ama, mas eu iria ser mais feliz se tivesse sua companhia pois você é muito importante pra mim, se precisar de mim como amigo, sempre vou ter gratidão.
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2020.11.04 03:14 AMOR202 Gente preciso de conselhos de como reconquistar um amor !!!!

Tinha um relacionamento de 3 anos e 9 meses. Depois de muitas brigas ela começou amar sozinha na relação (Ela é diagnosticada com Depressão e ansiedade) E eu tava na relação por estar mas nunca disse isso para ela, porém nunca traí nem nada do tipo. com o tempo eu percebi que tinha muitos problemas emocionais e fui atrás de corrigir isso. cerca de 6 meses percebi que ela é a mulher da minha vida e eu mudei muito na relação, depois que me tratei me tornei mais maduro e bem resolvido. ela percebeu minha mudança mas mesmo assim disse não sentir mais amor, estar em duvida sobre oque sente. e ai meu mundo sumiu diante meu nariz. cheguei a me humilhar, mas ela disse estar convicta da decisão, Não sei se o fato de me humilhar talvez tenha mexido no ego dela, eu realmente não sei oque aconteceu. gente depois de perceber que me libertei da minha dependência emocional e continuar amando ela mesmo assim.. eu percebi que é realmente amor e não sei oque fazer para tela de volta. sei que ela morre de medo de se machucar novamente então iria começar com uma abordagem devagar. iria esperar passar uns 10 dias sem contato algum (tempo do luto de fim de namoro) passar um pouco e mandar uma carta, mas nessa carta não sei se digo que quero a amizade dela (Para depois ir subindo os degraus até conquistar novamente ) ou na carta deixar a entender que que quero algo a mais. a carta que escrevi é essa.
oi, Baleia. Eu descobri meus traumas de infância e trabalhei eles, e isso não faz mais parte da minha vida. e isso tinha um impacto gigante
na sua vida. isso gerou vários processos de apego,Eu precisava de confirmação o tempo todo e estar no controle pois nunca tive isso.
sempre só obedeci e não tinha carinho. o abandono e rejeição gerou traumas no meu subconsciente. e agora essas coisas não fazem mais parte da minha vida. por isso peço desculpas.
-depois do acompanhamento profissional me tornei um Homem de verdade e quero agradecer você pela mulher incrível que você foi.
Eu tinha um incrível amor engavetado por você pelos meus traumas e demorei muito pra descobrir. porém esse amor veio com apegos e dependência emocional. Hoje que estou livre disso tudo, só sobrou amor pela pessoa que você é.
Quando eu parei de lhe culpar por tudo o meu amor começou a florescer, quando parei de ter medo de sofrer pelo meu histórico de rejeição na infância. o amor começou a florescer.
Eu quero agradecer por tudo que fez por mim, até no fim você foi boa pois aprendi muito e tratei problemas antigos. nunca imaginaria que meus traumas iriam afetar meu futuro, e descobri traumas que não queria..
Quero agradecer por ter me dado o cachorro mais bobão do mundo (Hoje não é mais meu), que morro de saudades. quero agradecer pelas noites no seu quarto e as crises de riso, quero agradecer por ser a primeira mulher com quem eu me relacionei sexualmente e foi fantástico,
quero agradecer por me apresentar a praça do galo (Eu realmente gosto daquele lugar),quero agradecer por me ensinar gostar de praia,Também adorava dançar agarrado enquanto você lavava louça, e por me mostrar um mundo que não conhecia. quero te agradecer por apontar meus problemas e me fazer pensar sobre eles.
o nosso término foi fundamental para meu entendimento sobre quem quero ser, sobre como tratar meus problemas, e finalmente superar meus traumas. eram coisas tão simples de se fazer mas muito difíceis de se enxergar. finalmente dei meu grito de dependência emocional.
Também comecei me cuidar melhor, dar oportunidade para novas experiências e estou muito alegre com tudo que estou vivendo.
Espero que não tenha raiva de mim, pois só tenho gratidão por você. Hoje eu entendo meus erros como ''ativação'' que é: Reação desproporcional numa situação que não justifica. Você acaba destruindo o emocional da pessoa por um problema intrínseco seu. Por isso é pra tratar a origem da ativação: Traumas da infância como rejeição, bullying, etc.
Nega. hoje estou muito feliz com minhas descobertas, e com a pessoa que estou me tornando. Sou uma pessoa feliz que me ama, mas eu iria ser mais feliz se tivesse sua companhia pois você é muito importante pra mim, se precisar de mim como amigo, sempre vou ter gratidão <3
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2020.11.04 02:16 AMOR202 OQUE FAZER ????

Tinha um relacionamento de 3 anos e 9 meses. Depois de muitas brigas ela começou amar sozinha na relação (Ela é diagnosticada com Depressão e ansiedade) E eu tava na relação por estar mas nunca disse isso para ela, porém nunca traí nem nada do tipo. com o tempo eu percebi que tinha muitos problemas emocionais e fui atrás de corrigir isso. cerca de 6 meses percebi que ela é a mulher da minha vida e eu mudei muito na relação, depois que me tratei me tornei mais maduro e bem resolvido. ela percebeu minha mudança mas mesmo assim disse não sentir mais amor, estar em duvida sobre oque sente. e ai meu mundo sumiu diante meu nariz. cheguei a me humilhar, mas ela disse estar convicta da decisão, Não sei se o fato de me humilhar talvez tenha mexido no ego dela, eu realmente não sei oque aconteceu. gente depois de perceber que me libertei da minha dependência emocional e continuar amando ela mesmo assim.. eu percebi que é realmente amor e não sei oque fazer para tela de volta. sei que ela morre de medo de se machucar novamente então iria começar com uma abordagem devagar. iria esperar passar uns 10 dias sem contato algum (tempo do luto de fim de namoro) passar um pouco e mandar uma carta, mas nessa carta não sei se digo que quero a amizade dela (Para depois ir subindo os degraus até conquistar novamente ) ou na carta deixar a entender que que quero algo a mais. a carta que escrevi é essa.
oi, Baleia. Eu descobri meus traumas de infância e trabalhei eles, e isso não faz mais parte da minha vida. e isso tinha um impacto gigante
na sua vida. isso gerou vários processos de apego,Eu precisava de confirmação o tempo todo e estar no controle pois nunca tive isso.
sempre só obedeci e não tinha carinho. o abandono e rejeição gerou traumas no meu subconsciente. e agora essas coisas não fazem mais parte da minha vida. por isso peço desculpas.

-depois do acompanhamento profissional me tornei um Homem de verdade e quero agradecer você pela mulher incrível que você foi.
Eu tinha um incrível amor engavetado por você pelos meus traumas e demorei muito pra descobrir. porém esse amor veio com apegos e dependência emocional. Hoje que estou livre disso tudo, só sobrou amor pela pessoa que você é.
Quando eu parei de lhe culpar por tudo o meu amor começou a florescer, quando parei de ter medo de sofrer pelo meu histórico de rejeição na infância. o amor começou a florescer.

Eu quero agradecer por tudo que fez por mim, até no fim você foi boa pois aprendi muito e tratei problemas antigos. nunca imaginaria que meus traumas iriam afetar meu futuro, e descobri traumas que não queria..
Quero agradecer por ter me dado o cachorro mais bobão do mundo (Hoje não é mais meu), que morro de saudades. quero agradecer pelas noites no seu quarto e as crises de riso, quero agradecer por ser a primeira mulher com quem eu me relacionei sexualmente e foi fantástico,
quero agradecer por me apresentar a praça do galo (Eu realmente gosto daquele lugar),quero agradecer por me ensinar gostar de praia,Também adorava dançar agarrado enquanto você lavava louça, e por me mostrar um mundo que não conhecia. quero te agradecer por apontar meus problemas e me fazer pensar sobre eles.
o nosso término foi fundamental para meu entendimento sobre quem quero ser, sobre como tratar meus problemas, e finalmente superar meus traumas. eram coisas tão simples de se fazer mas muito difíceis de se enxergar. finalmente dei meu grito de dependência emocional.
Também comecei me cuidar melhor, dar oportunidade para novas experiências e estou muito alegre com tudo que estou vivendo.

Espero que não tenha raiva de mim, pois só tenho gratidão por você. Hoje eu entendo meus erros como ''ativação'' que é: Reação desproporcional numa situação que não justifica. Você acaba destruindo o emocional da pessoa por um problema intrínseco seu. Por isso é pra tratar a origem da ativação: Traumas da infância como rejeição, bullying, etc.

Nega. hoje estou muito feliz com minhas descobertas, e com a pessoa que estou me tornando. Sou uma pessoa feliz que me ama, mas eu iria ser mais feliz se tivesse sua companhia pois você é muito importante pra mim, se precisar de mim como amigo, sempre vou estar aqui. Gratidão <3
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2020.10.18 19:12 farmed0314 UltraMan Caps Funciona? Melhor Suplemento Natural

UltraMan Caps Funciona? Melhor Suplemento Natural

UltraMan Caps funciona Mesmo?

A Ultraman atua como um suplemento multivitamínico em uma cápsula. O frasco contém 60 cápsulas. Além disso, possui uma fórmula ultramoderna que pode resistir à ejaculação precoce, aumentar o tamanho e a espessura do pênis e aumentar a libido, por isso é fornecido, que é um novo conceito de vida. Melhore a auto-estima e os relacionamentos familiares, especialmente quando estiver com sua esposa. UltraMan Caps Funciona Mesmo
O que é impotência? Na verdade, impotência se refere a quaisquer sintomas que prejudicam a vida sexual de um homem. A dificuldade em obter e manter uma ereção é chamada de disfunção erétil. Portanto, o “Ultraman” foi pensado para resolver a impotência sexual, melhorar a autoestima e o desempenho sexual, e o melhor de tudo isso é a sua esposa, pois o “Ultraman Caps” pode ser 100% na sua vida sexual.

Como UltraMan Caps Funciona

Ultraman Caps é um suplemento que protege a saúde do corpo cavernoso (a estrutura principal do pênis) e proporciona enxágue, manutenção da cavidade, suporte e energia para conseguir uma ereção perfeita. Além disso, também pode prevenir e tratar a ejaculação precoce por meio de alguns métodos simples, mas muito eficazes, disseram alguns clientes satisfeitos.

Como Usar UltraMan

Para obter melhores resultados, recomendo tomar 2 cápsulas de UltraMan por dia. Portanto, tome uma cápsula antes do almoço e uma cápsula antes do jantar, de preferência com água. Tente beber na hora certa para obter bons resultados. Tomar por mais de 3 meses é altamente recomendado por profissionais da saúde e pelo fabricante.

Benefícios do Ultraman Caps

Qual a Avaliação no reclame Aqui

A proposta aqui é um site que avalie a reputação da Internet e de produtos e serviços externos. A este respeito, até agora, nenhuma reclamação do Ultraman foi descoberta. Além disso, isso se deve à excelente equipe de logística, sem atrasos na entrega e a alta qualidade dos produtos reportados pelos clientes.
Além disso, já somos líderes neste mercado, faça já a encomenda e receba facilmente a encomenda em casa, o que mais uma vez prova o desempenho perfeito do Ultraman caps contra a ejaculação precoce e impotência!

Comprar Ultraman Caps
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2020.10.08 03:30 mais1graumdeareia Meu deus do céu, eu não quero virar incel

Sou homem, tenho 20 anos, sou uma pessoa ate que bonita (juro que sou humilde) e tenho uma vida amorosa desastrosa. Bom, por onde começar?! Fui criado só com irmãs mais velhas, e nunca fui tão apegado ao meu pai quanto a minha mãe, por ele agredir ela e encher o saco de todos quando bêbado na minha infância. Isso, somado aos fatos de nunca termos tudo muita liberdade pra sair de casa quando crianças e de eu sempre ter tido na cabeça que não queria ser como meu pai por saber o quanto um relacionamento abusivo é um cu na vida de alguém, me levaram a tentar tratar todas as meninas que eu gostava como se "fossem meninos". Eu conversava normalmente com elas e tinha vergonha de flertar. Resultado? Fui rejeitado inúmeras vezes. Até aí tudo bem, afinal, não se pode ganhar todas e eu era muito novo na época, não tinha malícia nem nada. Contudo, os anos foram passando, eu comecei a ser bem mais direto, chamando pra sair logo de cara e tals (o que eu sei que é super paia) e vi meus resultados não melhorarem quase nada. Dessa forma, atualmente, apesar de flertar levemente (forçar demais é osso né pae) eu ainda não consigo ser totalmente sem vergonha devido aos anos de foras e venho vendo minha autoestima abaixar cada vez mais com o passar do tempo. Não passei em nenhum médico nem nada, e admito que em outras áreas da minha vida como profissional e acadêmica eu estou completamente dentro da média, isso se não acima em alguns casos (considerando as pessoas do meu meio) mas mesmo assim, sei que estou com depressão. A ideia colocada na nossa cabeça de que precisamos encontrar um parceiro nessa batalha que é a vida, somada ao fato de que vários conhecidos meus (serio, eu não tô forçando kkkkk) são bem mais feios e menos inteligentes e mesmo assim têm uma vida amorosa melhor, me deixa incrívelmente angustiado. Essa angústia me atrapalha em tudo, não consigo me concentrar direito e taco o fodase para tudo por saber que o que eu realmente quero parece estar longe de ocorrer. Assim, pergunto a vocês (msm não tendo resposta certa) aonde estou errando?!
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2020.09.28 10:24 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 2: Que se lixe isto, vou comprar um carro]

Olá amigos. Hoje vamos falar de carros, um assunto que me é muito querido.

Take-Aways Principais

Driving is love, driving is life

Quando tinha 14 anos os meus pais deram-me uma motinha de 50cc velhinha. Tinha dezenas de milhares de quilómetros, estava a precisar de algum trabalho, gastava muita (MUITA) gasolina, mas era minha. A partir desse dia tornei-me independente: tinha a possibilidade de ir onde quisesse, quando quisesse. Toda a cidade passou a estar acessível no espaço de minutos e não horas, e as aldeias envolventes em "meias horas" e não horas. Deixei de ter que pedir para que me levassem aos sítios, passei a ir quando queria ou precisava. Com algum dinheiro da mesada podia ir saindo com os amigos e começando a ter uma vida mais "adulta". Pouco tempo depois, ainda por volta dos 14, aprendi a conduzir carros também (em estradas privadas, claro).
O valor desta transição é absolutamente imensurável no desenvolvimento de um miúdo. Passa a haver responsabilidade. Quando tinha acidentes, o que acontece de certeza, a culpa era minha e havia consequências. O corpo doía, a mota aparecia riscada e a precisar de reparações, e o que não conseguisse fazer eu tinha que encontrar forma de pagar. Os vizinhos queixavam-se do barulho. Quando chovia chovia-me em cima, e quando fazia frio de manhã a mota não queria pegar. Mas! Quando queria ir ao Continente comprar doces podia ir, quando queria ir visitar o meu pai não tinha que pedir boleia a ninguém, e por aí fora.
A experiência de começar a conduzir muito cedo, particularmente no ambiente "controlado" de uma cidade pequena, serve também para desenvolver algum instinto (à falta de melhor expressão) para a condução, nomeadamente para as duas partes fundamentais que as constituem:
Eu não sei como tem sido ultimamente, mas o processo de obter a licença dos 14 anos há quase 20 anos atrás era ridiculamente simples. Eu sinto que isso não é necessariamente mau, pois reduz a barreira de entrada à condução numa altura em que ainda é possível ganhar aquele "jeito" para a condução sem se tornar uma coisa estrangeira e forçada. Tudo somado, foi facilmente uma das experiências que mais serviram para me fazer crescer naquela altura, e algo que pretendo certamente incutir em infelizes filhos que alguma vez venha a ter.
Quando fiz 18 anos deram-me um carro (muito) velhinho para as minhas voltinhas em Coimbra, para onde iria estudar. Mais uma vez, é um privilégio: era muito velhinho, o seguro era baratinho e o imposto também, mas mesmo assim nem toda a gente conseguia ter o seu próprio carro. Por ter carro nunca precisei de usar os autocarros muito regularmente, o que me permitiu poupar noutras coisas: podia fazer as minhas próprias mudanças quando mudava de casa, podia participar em actividades extra-aulas com mais facilidade, etc etc. Fui quase sempre designated driver, mas sempre foi uma responsabilidade que aceitei com muito gosto: é bom de ter a oportunidade de levar os meus amigos a casa em segurança no fim de uma noite de castanhada. Se eu próprio quisesse participar na castanhada, a Maria normalmente voluntariava-se para trazer o carro para casa.
Ter um carro velho, sem modernices como sensores (ahah), GPS, rádio (exacto), direcção assistida ou ABS, permitiu-me fazer certas coisas. Com a liberdade de experimentar, pude tentar fazer várias reparações eu próprio; notavelmente, o disco de embraiagem que neste momento está nesse carro, que ainda anda, fui eu que o coloquei lá. Pude também fazer uso de alguns baldios que há em Coimbra e arredores para aprender a controlar o carro em situações mais extremas; uma espécie de curso de condução em condições adversas do homem pobre. O que é que acontece se tiver que fazer uma travagem de emergência em piso escorregadio? Como compensar a falta de ABS caso as rodas tranquem? E se a traseira deslizar?
Conduzir, para mim, não é um privilégio nem uma mania nem um capricho. É uma das pedras basilares da forma como lido com o dia-a-dia, uma forma inalienável de independência. O transporte pessoal é uma extensão do meu corpo e conduzir é um escape muito, muito importante.

Viver no campo sem carro

Durante os primeiros 6 meses que passei no UK tive que viver sem transporte próprio; apenas conduzi carros alugados por curtos períodos para ver casas ou fazer mudanças. Usei esses meses para me ambientar, deixar passar o primeiro inverno, estabelecer-me no trabalho e tratar de todas aquelas burocracias que discutimos no capítulo anterior. Aguentei todo esse tempo graças ao facto de a empresa para quem trabalho oferecer um serviço de shuttles para funcionários, que liga o campus às cidades e vilas mais próximas, numa das quais eu vivo. Isto permitiu-me não me preocupar com transportes para o trabalho durante meses, o que foi uma benesse incrível.
Estes primeiros meses foram de adaptação, de exploração e de cometer erros parvos. De aprender a perceber os Ingleses, como se comportam nas coisas mais básicas, e de me tentar misturar com eles com sucesso. Eu optei por viver no campo (i.e. significativamente fora das cidades grandes aqui à volta) por várias razões:
Tirando as viagens casa-trabalho-casa, a minha mobilidade estava muito reduzida. Ir a qualquer lado envolvia caminhar uma distância suficientemente grande para me chatear, no mínimo até à estação dos comboios e depois outro tanto onde quer que fosse. Ir às compras era um pau no cu porque tinha que as arrastar pelo monte acima até casa, pelo menos até descobrir que os supermercados entregam em casa por um preço muito muito razoável.
E depois há a rede de transportes. Eu adoro andar de comboio, mas infelizmente aqui é impossível. Nós somos dois, e ir à cidade mais próxima custa-me, pelo menos, umas 20 libras em bilhetes de comboio. Para comparação, demoro uns 25min a chegar lá de carro (mais ou menos o mesmo) e gasto talvez 2 ou 3 libras de combustível. Já para não falar no congestionamento a certas horas, em que não só os bilhetes são estupidamente mais caros, como temos que fazer a viagem toda em pé. Viagens grandes então nem se fala! Eu quero ir à Escócia ver se encontro a Nessie, e a viagem de comboio para 2 pessoas, ida e volta, ia-me custar facilmente 1000£!! Os comboios em si são espectaculares; fazem os nossos velhinhos Intercidades parecer ainda mais velhos e merdosos do que são mesmo.
Aos autocarros aplicam-se comentários semelhantes, com algumas agravantes. Não só são caros como tendem a não andar a horas, são populados com as pessoas mais nojentas que se consiga imaginar, e devem ser limpos à saída da fábrica e nunca mais.
Se calhar sou eu que sou maniento, se calhar acham que sou um snob mal habituado que anda de cu tremido desde cachopo, se calhar acham que devia era viver uns anos sem carro para ver o que é bom. Eu cá acho que paguei as minhas favas e agora mereço andar de carro até me doerem os joellhos. Eu antes quero poder ter carro e viver deslocado da cidade, do que viver no centro e andar no meio do magote enfiado em autocarros bolorentos e metros a cheirar a mijo. São escolhas. Não vejo grande apelo na "vida cultural" da cidade, da qual até posso desfrutar pegando no carrito e indo lá ver o que é o quê.

Comprar um carro

Um dia destes, com a conta do banco recheada de dinheiro de devolução de impostos, decidi que estava na hora de comprar um carro. Andei a ver carros novos e usados, e decidi que o hot hatch era para mim. Algo na vizinhança das 20000 libras, 10 pagas à entrada e outras 10 pagas em prestações durante uns 3 anos. Parecia-me razoável, estava bem dentro dos limites do que podia pagar e não me impedia de ir chegando aos meus objectivos de poupança.
Marquei um test drive e apanhei um comboio até ao stand. Chegado lá, aproveitei para fazer todas as perguntas e mais alguma ao vendedor, entre as quais como funcionaria o financiamento. Aí ele entregou as más notícias: com menos de 3 anos de residência, é virtualmente impossível conseguir financiamento para um carro, muito menos naqueles valores. Chateei-me, chamei um taxi e fui-me embora sem muito mais conversa. Fiquei fodido. Ainda verifiquei junto do meu banco com esperança da que eles, sabendo quanto ganho, etc, fizessem um jeitinho. Os valores a que me podia candidatar era muito mais baixos do que alguma vez funcionariam, por isso desisti do financiamento. Pela primeira vez na minha vida, ia comprar um carro a pronto.
Passei umas semanas a estudar melhor o mercado de usados. Andei a ver no autotrader [1], aparentemente o site mais popular de anúncios de carros. A primeira coisa em que reparei foi o quão mais baratos os carros são aqui que em Portugal. Eu sempre achei os carros usados caríssimos em Portugal, mas isto trouxe à luz o quão roubado o tuga médio é quando compra um carro. Para terem uma ideia, um familiar meu tinha comprado um carro por 5000€ (valor ajustado ao mercado) pouco antes de me mudar para cá. O mesmo carro, mesmo ano, mesmo trim level, com menos quilómetros, aqui custava 750£. Telefonei-lhe a gozar com ele, foi incrível.
Então decidi que o meu orçamento seria os tais 10k que pretendia originalmente dar como entrada. Deixei de parte a ideia do hot hatch para poder comprar algo mais recente, pois queria um carro com 2 ou 3 anos no máximo. Este limite não era tanto por cagança, mas porque queria apostar mais na fiabilidade do que noutros aspectos. Um carro mais novo, com menos quilómetros, tem uma probabilidade menor de me dar problemas no início, o que me compra tempo para conhecer o panorama de oficinas aqui à volta, o que esperar do seguro, etc. Pequeno, novo, simples, fiável; fui à caça
Há um conjunto de coisas a ter em atenção quando se procurar um carro usado:
Curiosamente, acabei por comprar o meu carro no mesmo stand onde fui antes, ao mesmo vendedor que me tinha entregue a triste notícia sobre o financiamento. Ele ficou impressionado por me ver de volta, mas a vida tem dessas coisas. Apenas fiz um test drive, e comprei imediatamente o carro. Pode parecer precipitado, mas:
bom negócio. Um bocadinho acima do valor de mercado segudo o autotrader, mas nada de muito preocupante.
Ficou marcado ir levantar o carro dali a 2 dias, e entretanto teria de tratar do seguro. Eu já tinha feito algumas simulações de seguros, portanto sabia o que esperar, mas mesmo assim achei caro: quase 1000£ ano para o seguro de um carro pequeno. Entretanto tenho explorado melhor o assunto, e parece que o mercado de seguros no UK sofre de graves problemas:
Para tornar o sistema verdadeiramente insultuoso, há seguradoras que oferecem potenciais descontos se instalarmos no carro um tracker da sua eleição [4]. Ou seja: cobram o que quiserem e ainda querem saber onde ando e a que velocidade ando, e se eu conduzir "bem" segundo lá os critérios deles, fazem-me um desconto; se não gostarem da minha condução sobem-me o preço. Naturalmente, mandei-os passear e paguei mais por um seguro sem tracker. Honestamente, acho a mera proposta de me deixar espiar por um potencial desconto no seguro nojenta: é o reflexo de um sistema profundamente partido. Ninguém diz a um português o que é conduzir "bem", caralho.
O seguro do carro trata-se todo online, o que para mim é muito estranho, e até se pode verificar online se o carro tem seguro [5]. Os comparadores de preços [6] são nosso amigos, mas cuidado com eles por vezes; já li casos de pessoas que tiveram apólices canceladas por tentarem muitas comparações com detalhes ligeiramente diferentes (infelizmente não encontrei uma ref para esta, mas penso que foi no /LegalAdviceUK). Correndo o risco de me repetir, o sistema de seguros auto aqui está profundamente desregulado e a precisar de alguém com tomates para o resolver. Certamente não será o BoJo.
No dia em que levantei o carro:
Dias depois recebi o novo V5C em meu nome. O V5C é uma espécie de livrete, ou "documento único" se formos modernos, mas ao contrário do livrete nunca deve andar no carro pois é muito fácil transferir o V5C para outro nome sem intervenção do dono anterior. Mais curiosamente ainda, o V5C não prova propriedade do carro, apenas quem é o "registered keeper" dele. Por outras palavras, a minha única forma de demonstrar que sou dono do carro é a factura que me deram quando o comprei. Neat.
Sentei-me no carrito, carreguei no botão para arrancar o motor pensando "que modernice", e ele lá acordou. Curiosamente, só nesta altura é que me ocorreu: se calhar não era uma má ideia ir ler sobre as regras da estrada aqui. Sorte a minha, o governo tem a totalidade do Highway Code [8] disponível no site, e tenho-o lido aos bocadinhos. Mais sobre isso no próximo capítulo.
Curiosamente, não é preciso termos connosco nenhuma documentação quando conduzimos [9]. Os Ingleses têm uma abordagem diferente da nossa no que toca à documentação; é tudo guardado em bases de dados do governo, e eles só precisam de verificar a matrícula contra a base de dados para saber se está tudo bem. O condutor apenas precisa de ter a carta de condução, e alguma identificação por conveniência. Eu pessoalmente costumo ter o cartão de cidadão e a carta de condução. Idealmente teria o passaporte, mas evito andar com o passaporte no bolso, e o cartão de cidadão deve ser mais do que suficiente como identificação até no mundo pós-brexit. Na realidade penso que a carta de condução por si chegaria, mas mais vale estar seguro né?
Virei proprietário do meu próprio veículo! Mais um, porque nunca vendi o bolinhas que está em Portugal.

Conclusão

Tenho que confessar que estou impressionado pela positiva com a experiência que foi comprar um carro no UK. O processo foi muito mais simples do que esperava, e praticamente tudo se tratou no stand na hora da compra. Até o seguro podia ter ficado logo resolvido, mas eu preferi fazer em casa com mais algum controlo sobre isso. Nota-se que é um sistema muito mais polido que em Portugal, pelo menos na minha experiência.
A minha relação próxima com a condução começa a entrar, infelizmente, em rota de colisão com o status quo: vivemos num mundo que cada vez menos suporta o transporte individual. Há gente a mais no mundo, e há carros a mais no mundo, há fumo a mais no mundo. Na realidade, há "a mais no mundo" de quase tudo o que é mau, pessoas incluídas. Sinto que esta minha necessidade de conduzir vai brevemente bater de frente contra a necessidade global de cortar no transporte individual a favor de transportes colectivos. Até lá, vou aproveitar as espectaculares estradas de campo aqui à volta, particularmente a horas em que não estejam completamente congestionadas. Fiquem de olho, o próximo capítulo vai falar sobre a experiência que é conduzir no UK, e como é que difere do que eu esperava.
Desta feita apontei para um post mais curto que o anterior, que essencialmente parte este assunto em dois: este primeiro cobre o processo de como (e porquê) comprei o carro, e o seguinte vai cobrir a experiência de conduzir em si. Notei que o engagement no capítulo 1 foi menor que nos posts anteriores, e suspeito que ler uma epopeia tão longa não ajuda; digam-me nos comments se tenho razão.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.

Referências

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2020.08.24 15:02 LeastFudge9 Se querem uma dica, procurem saber o que buscam em relacionamentos antes de sofrerem por não estarem em um (ou de efetivamente entrarem em um)

Vejo muitos posts de "nunca namorei" por aqui, entendo cada um de vocês e digo que me vejo um pouco nesses posts também. Talvez meu post ajude. Isso aqui vai ser longo.
Sou homem, hétero e tenho quase 25 anos. Até os 22, nunca tinha namorado, nem transado, e entre essa idade e meu primeiro beijo (aos 11 anos de idade), eu havia beijado quatro garotas, uma delas talvez eu não devesse contar, pois foi uma amiga de minha mãe bem mais velha que praticamente me forçou a fazer isso quando eu tinha 14 anos. Mas ok, contemos quatro garotas dos 11 aos 22 anos. Isso me deixava triste nos mesmos moldes que vejo aqui em muitos posts.
No dia do meu aniversário de 22 anos, uma conhecida 16 anos mais velha avançou nas investidas por WhatsApp e me enviou nudes. A partir de então, foi tudo muito rápido, tive minha primeira vez com ela e foi fantástico. Ela estava em um processo de divórcio iniciado havia menos de um mês e tinha um filho de oito anos. Daí começa meu inferno.
Ela era uma mulher muito inteligente, bonita e, para me convencer a iniciar um namoro, praticou o famoso "love bomb", eu me sentia o cara mais foda do mundo, ela inflava minha autoestima de uma forma que ninguém jamais havia feito. Iniciamos um relacionamento sério e entrei no fogo cruzado de uma guerra que envolvia minha então namorada, o filho único dela de oito anos de idade e um ex marido extremamente agressivo e descontrolado.
Cheguei a receber ameaça por WhatsApp do tal ex, o filho dela levava recadinhos velados do pai pra mim, me ligava quando estava com os coleguinhas e me xingava das piores coisas e dos piores nomes possíveis (palavras que uma criança da idade dele não devia saber). Tudo isso enquanto frequentemente o garoto chegava da casa do pai quebrando a casa e gritando, eu acho que isso de esperar o inferno toda vez que ele ia pra casa do pai provavelmente foi o que me fez desenvolver um grau de ansiedade. E como já deve ter sido possível perceber, rapidamente eu ficava mais na casa da minha então namorada que na minha própria casa, por livre espontânea pressão.
Como se não bastasse, minha então namorada era extremamente controladora. Com o tempo, eu não podia mais conversar com outras mulheres, ela gritava comigo e quebrava a casa quando estava - nas palavras dela - "surtada". Pra ajudar a ilustrar, lembro-me que uma vez bocejei enquanto estávamos em um restaurante (EU organizei a ida, foi meu presente de dia dos namorados) e ela começou a brigar, perguntando se eu não queria estar ali (e então passei a ter receio de bocejar perto dela - e eu bocejava bastante, porque trabalhava e fazia faculdade).
Houve também uma situação em que recebi uma proposta profissional que significaria passar quatro meses em outro país. Ela surtou, passei uma noite em claro com ela gritando, quebrando a casa, tentando me expulsar de lá (como eu iria embora com a mulher naquela situação?). Enfim, foi um inferno, nem gosto de lembrar. Acabou que eu neguei a proposta profissional, ao mesmo tempo em que ela saiu falando para meus amigos (que viraram amigos dela também) sobre como ela, apesar de triste com a distância, achava uma oportunidade e um projeto muito importantes. E também encontrou meios de me manipular ao ponto de eu ficar na dúvida sobre por que eu tinha negado a proposta. Recentemente, depois de mais de um ano de terminados, ela disse pra uma prima minha sobre essa história e confessou que "fez de tudo que foi possível" para que eu não fosse. Me senti um idiota.
O cúmulo, na verdade, foi quando minha família alugou um sítio para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, a festa consistia em as pessoas mais chegadas ficarem um fim de semana inteiro neste sítio. Nessa época, minha ex já tinha desenvolvido uma posse sobre mim que incluía ter uma espécie de ciúme do tempo que eu dedicava à minha família (que já era quase zero). Justamente por isso, percebi que minha ex estava resistente a ir para este sítio, optei por fingir que não tinha percebido. No dia de ir pro sítio, como eu já suspeitava, ela estava em surto e passou a manhã inteira deitada. O filho dela estava ansioso pra ir, pois tinha piscina e outras crianças, então resolvi que iríamos eu e ele, disse isso pra minha ex e falei pra ela me ligar assim que quisesse ir, que eu a buscaria. O sítio ficava a uma hora de carro.
Vou resumir o que aconteceu, embora para passar o meu terror eu devesse contar detalhadamente. Basicamente, para fazer-me sentir-me culpado por ter ido sem ela, ela resolveu colocar fogo em umas toalhas (muitas!) no chão do banheiro, a ideia - isso tudo eu só concluí passados meses - era criar uma cena de horroincêndio pra quando eu chegasse. O que ela não calculou é que o álcool evapora rápido, então ela queimou o rosto, parte do cabelo, o pescoço, parte dos seios e da barriga. Ela me ligou em pânico e eu corri de carro tarde da noite em uma estrada deserta. Daí em diante nossos dias foram de hospitais (eu fiquei nos hospitais o tempo todo) e cirurgias plásticas. Ela não ficou com nenhuma sequela física. Depois que a ajudei com as queimaduras (em casa, eu fazia os curativos) e cicatrizes temporárias, terminamos (e no dia seguinte ao término ela bateu o carro e, pela forma como foi, parece ter sido proposital). Mas, enfim, consegui sair desse relacionamento abusivo depois de quase dois anos. Esse textão que escrevi é só uma porcentagem do que passei.
Menos de um mês após esse término, retomei contato com uma amiga (e paixonite platônica) de adolescência, acabou que ficamos e veio outro "love bomb". Caí nessa de novo pra depois de dois meses ela me tratar feito lixo, me dar respostas mal educadas, me ignorar e perder a paciência por coisas banais. Essa noite tive um pesadelo com o desdém dessa última ex (faz nove meses que terminamos) e acordei mal, por isso vim aqui desabafar. Felizmente, esse outro relacionamento não durou mais que quatro meses.
Hoje, olhando pra trás, percebo que caí nessas porque tenho uma carência advinda de um abandono afetivo na infância/adolescência, fruto de situações com meus pais. Ou seja, eu estive buscando suprir com relacionamentos uma carência paternal/maternal, então virei alvo fácil para pessoas complicadas ("love bomb" e visões idealizadas e fantasiosas de relacionamentos me fisgaram fácil). Eu estou bem atualmente e bastante feliz com vários projetos pessoais e profissionais, talvez esteja na melhor fase da minha vida nestes termos. No entanto, estou quebrado para relacionamentos e sei que precisarei de terapia para superar a resistência que adquiri com os traumas que relatei. A conclusão é: procure conhecer a si próprio e reflita bastante sobre porque não estar em relacionamentos lhe afeta, pois você pode estar tentando tapar um buraco que na verdade lhe fará ser presa fácil. Esteja em um relacionamento por ter descoberto alguém que te leve para frente, não somente por estar. Inclusive, não faz sentido estar em um relacionamento apenas porque você quer estar em um relacionamento. Não sei se estou sendo claro.
É isso, obrigado.
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2020.08.22 02:27 Luizinguitar3 Não aguento mais lidar com merdas de terceiros que refletem até na vida pessoal de quem não tem nada a ver.

Minha mãe é uma pessoa que sempre estudou muito e fez de tudo para nunca precisar contar, financeiramente e/ou emocionalmente com a família que ela tem, no caso, a mãe, pai e irmã dela. Construiu uma carreira na área de química ligada a radiação, hoje é pesquisadora e, apesar de estarmos falidos por causa de terceiros, ganha bem.
Tudo foi bem na medida do possível, até que, em por volta de 2007, meu avô, pai dela e já idoso, foi preso num esquema criminoso aí que rolou (nada muito sério, tipo matar alguém, mas ainda assim crime) e ela teve que gastar boa parte da grana que ela não tinha com advogado para, além dele, minha avó e minha tia que era cúmplices de tudo.
Alguns anos depois dessa treta, minha avó, que não olhava na nossa cara há pelo menos uns 8 anos, oficialmente perdeu tudo que tinha e veio morar aqui em casa, que não é um lugar grande, e ficou quase 5 anos (de 2015 até o final de 2019) nos enchendo o saco, já que ela é uma pessoa extremamente ingrata e egoísta, fazendo com que pessoas que amávamos e que frequentavam nossa casa nunca mais nos visitassem e, de quebra, como tinha sido recém diagnosticada de um câncer, gastando mais dinheiro da minha mãe, porém não dizia nem um obrigado para nada. Uma vez minha mãe sofreu um acidente de carro, chegou em casa visivelmente machucada e ela só foi reparar 3 dias depois (e eram hematomas gigantes no pescoço e braços, ou seja, dá pra ver fácil). Mesmo não querendo e evitando demonstrar, minha mãe sofria muito com isso.
Nesse meio tempo, meu avô saiu da prisão e aí foi mais grana da minha mãe pra sustentar ele agora, que mora com a irmã dele, tia da minha mãe, e, de quebra, ainda teve que pagar dívidas absurdas da irmã dela, que nunca paga o que deve, não faz absolutamente nada para os pais e ainda é extremamente grossa e agressiva com a minha mãe. Entre 2007 e 2015, minha tia morou com minha avó e sentava a porrada nela (na época minha avó tinha entre 70 e 78 anos, ou seja, idosa), e mesmo assim é a filha favorita de ambos até hoje.
Pra coroar a treta toda, no final de 2016 meu pai, que mora com a gente, começou a demonstrar uns comportamentos estranhos e só esse ano (por volta de março se não me engano) finalmente um médico o diagnosticou com uma doença cujos sintomas casam com o que ele tem. Ela se chama demência fronto temporal e, se pesquisarem sobre casos, vão ver que a rotina da pessoa e das que convivem com ela mudam muito devido a isso. De quebra também, o gasto mensal aumentou muito, além de tudo, devido a necessidade de médicos, já que nosso plano de saúde que é o único que conseguimos pagar não ajuda em praticamente nada, e, pra coroar, o salário dele e da minha mãe caíram em mais de 50%. Se não fosse o auxílio emergencial e um auxílio que tô recebendo pela faculdade nem sei o que faria, já que também não ganho lá muita coisa pelo trabalho e, como sou autônomo, não tem como contar muito ainda mais nesse período.
Apesar de ser uma pessoa doce, inteligentíssima, tratar todo mundo bem, todo mundo gostar muito dela e admira-la bastante, inclusive eu, sei que ela tenta muito ser uma ótima mãe, mas não é a pessoa mais atenciosa do mundo em relação a mim e minha irmã. Os únicos assuntos que ela conversa comigo são faculdade e trabalho (ela é acadêmica e sonha com meu doutorado, sendo que nem no terceiro período da faculdade tô). Normalmente, como ela tem que carregar o mundo nas costas, ela se preocupa mais em resolver o que dá pra ser resolvido e tapar o que está ruim com uma peneira até não dar mais e aí precisar resolver.
Meu pai era um excelente pai e realmente não é exagero, mas na situação atual não é como se ele conseguisse dar conta das coisas, mesmo qu minimamente, então ela se sente frustrada e sozinha por ter pedido o suporte dela. Ambos se davam muito bem e foi (e é) bem foda pra ela.
Apesar de eu já ter o diagnóstico médico de depressão há pelo menos uns 5 anos, esse período de pandemia piorou tudo e, além disso, tenho tido crises bem ferradas de ansiedade. Não só devido a minha família, mas também porque namoro uma pessoa cuja mãe é (diagnosticadamente) narcisista, que faz a vida dela um inferno e, apesar de termos um relacionamento foda entre nós dois, eu estou sempre preocupado com o que essa mulher possa fazer. Além disso, mesmo quando não rola nada, não consigo dormir bem. Até malhando e tomando remédios (prescritos) tá ficando difícil e sinto que estou a beira de ter um colapso nervoso. Muitas noites me vejo tremendo, sem conseguir respirar, com pensamentos suicidas e completamente exausto, mas sem conseguir dormir. A única coisa que tenho feito fora de casa é levar meu pai pro mercado e na padaria, porque ele gosta de, nas palavras dele, "dar voltinha" no quarteirão, e ir no banco quando preciso resolver algo. Ou seja, se eu já não tinha muita "vida", agora tá pior ainda.
A questão é que essa parada de, não só minha mãe, mas principalmente ela (que é meio que meu único apoio familiar e na vida além da pessoa que namoro) fazerem tão pouco de mim e do que sou e sinto fica me matando porque não importa quantas vezes eu peça ajuda, ninguém ouve. Tenho muito medo de acabar tendo um colapso nervoso, como já aconteceu antes.
Faço acompanhamento psicológico há uns anos e recentemente (faz uns 3 meses) mudei o atendimento de 1x para 2x por semana, mas o que são só duas (dependendo da semana menos) sessões de terapia para alguém que passa a semana cagado?
E, assim como a pessoa que namoro passa com a mãe dela, ter que lidar com um monte de consequências ruins na vida por causa de coisas merdas que terceiros que pouco tem a ver com a sua (como meus avós, minha tia e minha sogra, por exemplo) e se ver completamente sem perspectiva por causa dos outros é muito ruim.
Não tenho muitos amigos (não que dê pra pedir algum apoio nem que seja pra ouvir como me sinto) e minha família, que já era distante, depois da doença do meu pai simplesmente sumiu.
As vezes sinto que minha mãe quis ter os filhos, mas nunca pensou de fato em como seria cuidar deles, até porque ela nunca teve quem cuidasse dela, então nem faz ideia de como é isso e, de fato, quem era mais ativo no nosso dia a dia, até porque o horário de trabalho dela era menos flexível, era meu pai, então até essa quarentena ela nunca tinha ficado tanto tempo perto da gente e muito menos em casa.
Tenho uma irmã, que é menor de idade, e minha mãe até dá um certo apoio e presença maior a ela por conta disso, mas, no meu caso, é como se eu fosse só uma pessoa que mora de favor aqui. Entendo que muita gente se sente assim depois que faz 18 anos, mas é foda principalmente quando não se tem ninguém para contar, ou ao menos um amigo pra desabafar.
Tenho muita dificuldade em fazer amizades, o que piora tudo, e acho que isso também vem do fato de que, apesar de eu sempre ter sido uma pessoa introvertida e mesmo assim conseguisse fazer uma ou outra amizade, os últimos tempos pra cá, por estar sempre ansioso, preocupado e correndo pra lidar com a minha família, seja porque meu pai não pode ficar sozinho em casa, ou porque trabalho, ou porque deu uma merda nova na vida da minha mãe e ela tem que resolver em cima da hora ou porque minha irmã tomou remédios demais e foi parar na UTI (sim. Já rolou algumas vezes, já que ela também é depressiva).
Para botar a cerejinha no bolo, sou homem trans e comecei com os hormônios há cerca de um ano, logo minha cara tá bem diferente e minha mãe não lida bem com isso, então, querendo ou não, isso também afastou mais a gente. Nas palavras dela quando contei: "eu já tenho um monte de problema pra resolver e você me aparece com mais isso?"
Penso muito em sair de casa, pouco antes da pandemia tava começando a tirar isso do papel, mas sempre que comentava sobre a ideia, como algo hipotético, todo mundo aqui falava que agora não dava, porque eu tinha que ajudar a cuidar do meu pai, e, com a pandemia, desanimei de vez (e o dinheiro todo acabou, pois era isso ou mais dívidas.)
Percebo sim que minha mãe tem uma preferência pela minha irmã, pois, por ela gostar mais de estudar que eu, principalmente coisas tidas como "normais" (normal eu digo coisas que compreendem as áreas de exatas, humanas, línguas e biológicas. Claro que nada é tão simples assim, mas eu faço faculdade de música então forçando a barra acho que deu pra entender a comparação), se for pra escolher quem vai cuidar da casa e do meu pai e quem vai estudar acho que já temos uma resposta. Além disso, a personalidade de ambas é bem parecida.
Realmente não sei o que fazer. Não sei se alguém vai ler até o fim, digitei tudo de uma vez. Só queria me sentir capaz de ter a minha própria vida, não só financeiramente, mas sem situações que bloqueassem completamente qualquer coisa que eu tentasse e automaticamente fizessem com que eu me sentisse cada vez mais sufocado nessa bola de neve gigante.
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2020.08.10 00:26 claudiocastagnoli Será que coloquei tudo a perder?

Olá amigos, espero que tenham tido um ótimo domingo e um dia dos pais tranquilo. Venho aqui hoje para pedir uma opinião a respeito de algo que vem me deixando muito angustiado. Contextualizando, tenho 24 anos de idade, sou homem, moro há 10 meses sozinho em uma cidade que não é a minha de origem e que ainda conheço pouca gente. Pra entender os conceitos e causas do que vou contar, é preciso contextualizar a minha situação enquanto ser humano. Eu sempre fui obeso, desde a adolescência. Por mais que isso teve um impacto sobre mim durante toda a minha vida até aqui, eu nunca sofri muito em relação a ações de outras pessoas, como bullying. Acredito que pelo fato de ser bem alto, o que disfarça um pouco os 40kgs acima do peso em que cheguei no segundo mês de quarentena. O fato de ser obeso fez com que eu me tornasse uma pessoa muito tímida, desenvolvesse fobia social e fizesse com que eu não tivesse uma iniciação amorosa, digamos assim, como a maioria das pessoas. Beijei pela primeira vez aos 19 anos de idade, perdi a virgindade aos 22, etc. Eu nunca passei pelo processo de conquista nessas situações, sempre foi algo combinado antes e mecânico, utilizando geralmente o Tinder com um perfil anônimo procurando sexo. O motivo é simples, me sinto muito inseguro e tímido para desenvolver uma relação normal com uma pessoa nesse sentido, fico muito nervoso e quando tentei, diversas coisas aconteceram, como me dar um branco terrível e eu perder todo e qualquer assunto que eu teria com uma pessoa que eu conversava quase todos os dias pela internet. Eu sou uma boa pessoa, sou uma pessoa criativa, carinhosa, atenciosa, eu modéstia parte sempre agradei as poucas meninas que chegaram a ficar comigo, pq sempre pesquisei e estudei muito sobre o que fazer pra satisfazer uma pessoa da melhor maneira possível. Uma dessas garotas, das 3 que ficaram comigo na vida, foi inclusive o mais próximo que tive de um relacionamento, que só não rendeu pq me mudei de cidade na época. Eu nunca fiquei com ninguém, no sentido de sair com uma pessoa e durante esse encontro desenvolver uma atração e terminar o encontro com um beijo ou uma noite juntos. Isso me doía, mas agora anda doendo mais, e explico o motivo.
Logo ao me mudar para esta cidade no último ano, conheci uma garota maravilhosa. Sei o quanto isso pode parecer clichê, mas eu nunca conheci ninguém igual a ela. E só de pensar na personalidade, em todo o carinho que ela me entregou desde o início, eu me emociono enquanto escrevo meu relato. O fato é que do início de 2020 pra cá nos aproximamos MUITO, mas acabamos conseguindo sair apenas duas vezes antes da quarentena começar. Foram dois rolês incríveis que me lembro sempre com certa nostalgia. Depois desse segundo rolê, começamos a nos aproximar de maneira afetiva, e é aí que minha insegurança e inexperiência começa a afetar tudo. Estávamos muito próximos, falávamos de coisas que queríamos fazer, éramos muito carinhosos um com o outro, ela foi a primeira a dizer que me amava, o que me deixou muito feliz. Estávamos muito bem, mas eu estava com medo de estar entendendo as coisas da forma errada, e como já havia sofrido com isso antes, resolvi perguntar. Resumindo, ela disse que se interessava em ter uma amizade colorida comigo. Eu disse que tudo bem, eu também queria isso (por mais que por dentro já soubesse que estava apaixonado). Depois dessa nossa conversa, conversamos posteriormente mais uma vez sobre isso, confirmando o nosso status, mas com o tempo deu uma leve esfriada, o que é normal devido à quarentena. Mas a minha mente insegura ficava sempre buscando confirmações, e sei que isso pode ter afastado ela. Marcamos um encontro em minha casa nas últimas semanas, depois de ficarmos afastados desde março. Eu fiquei MUITO empolgado, fiz de tudo pra recebê-la da melhor maneira possível, deixei minha casa arrumada, cheirosa, comprei uma roupa nova pra usar, fui ao barbeiro, usei meu melhor perfume e recebi ela. Bom, foi muito legal, fizemos várias coisas, mas não rolou nada. Mesmo com ela dando um sinal com um comentário sobre a minha cama logo na chegada. As coisas foram ficando tensas, eu estava tenso, não rolou NADA. E aí volta a questão da inexperiência de nunca ter chegado a essa situação, de ter de criar um clima pras coisas acontecerem, por sempre ter tido apenas relações mecânicas. Ela foi embora depois de passar o dia todo comigo, fiquei frustrado, e como bom inseguro, resolvi comentar com ela na noite do mesmo dia. Disse que achei que iria rolar alguma coisa mas que eu estava um pouco tenso. E ela quebrou meu coração dizendo que não queria mais. Que me ama, mas não quer isso.
Uma semana antes estávamos trocando memes sobre beijo, duas ou três semanas antes estávamos insinuando atos de carinho. Assim que ela chegou na minha casa fez um comentário que soou como um sinal. E ali, ela disse que não queria isso. 🥺 Sei que provavelmente estraguei tudo com minha ineficácia em relação a deixá-la a vontade pra ficar comigo. Nós estamos bem (mas o assunto ficar nunca mais voltou a pauta), já estamos marcando dela vir outra vez nos próximos dias pra comermos algo. Mas agora pergunto a vocês meus amigos e amigas, da forma mais humilde possível: está tudo perdido mesmo? Como posso tentar reverter essa situação?
Obrigado por tudo ❤️
(Obs: estou fazendo terapia pra tratar essas questões pessoais)
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2020.08.06 04:54 alltheholycrap Sem saida

Mais ou menos por essa época do ano há 3 anos atras foi a primeira vez que percebi que eu estava depressivo e até hoje não consegui achar uma direção para melhorar.
A historia é grande e isso é mais um desabafo do que qualquer outra coisa, então agradeço para aqueles que tiverem tempo e vontade de ler.
Tenho 32 anos, homem, casado e pai de um menino maravilhoso de 2 anos. Eu e minha esposa nos mudamos para o Canada a quase 8 anos atras e lutamos muito nos primeiros anos e tivemos uma vida bem puxada e bem ferrados de grana, com dois empregos e fora de casa das 9am as 2am praticamente todos os dias.
Minha esposa, principalmente sofreu muito no começo, pensando varias vezes de abandonar os planos e voltar para o Brasil mas fomos persistentes e conseguimos superar essa fase. Hoje somos residentes permanentes, temos carreiras razoáveis e uma vida confortável, embora ainda tenhamos problemas com grana, mas pelo menos trabalhamos as 8 horas por dia e não passamos fome.
Meus problemas começaram a mais ou menos 4 anos, não sei exatamente como começou mas a vida começou a perder a graça. Fiz algumas coisas para tentar reconquistar o gostinho de viver, mudei de carreira, fui para programação que é uma area que sempre me agradou muito e sempre fui confiante no que eu fazia, na minha inteligencia e me sentia preparado para encarar qualquer desafio mesmo com pouca experiencia.
Consegui meu primeiro emprego, fiquei muito empolgado e me dediquei bastante nos primeiros 6 meses e aprendi muitas coisas mas alguma coisa sempre estava faltando.
Enquanto estava nesse primeiro emprego minha esposa engravidou, já estávamos tentando a alguns meses, e foi uma época muito boa que ela estava com um humor maravilhoso e mesmo com as mudanças de rotina com o bebe em casa foi uma fase agradável, mas algo sempre tava errado. Eu não percebia na época mas meus amigos se afastaram, não só porque eu parei de procurar todo mundo com um bebe pequeno para cuidar mas também porque eu estava azedo, sendo grosso, pegando no pé dos meus amigos por coisas bobas, brigando por besteiras e fazendo comentários maudozos .
Quando o bebe já estava um pouco maior, voltei a procurar mais meus amigos, os que eu ainda tinha contato mas eu sinto que eu não sou mais o mesmo. Perdi o meu espirito divertido, nunca tenho vontade de falar com ninguém e não consigo mais me dedicar as amizades.
Fora isso, depois que passou a empolgação inicial da nova area, eu perdi a vontade de estudar, fazia o mínimo possível no trabalho por que não tinha mais vontade de fazer nada. Tenho um projeto paralelo que sinto que daqui a pouco meu socio vai pedir pra eu sair, porque mesmo eu amando a ideia do projeto me falta vontade de me dedicar.
Nos outros aspectos da vida eu não tenho vontade de comer, não consigo me concentrar em nada por mais de alguns minutos, não consigo fazer exercícios físicos, não consigo me abrir com as pessoas, parece que minha vida esta passando e eu não estou vendo, nunca lembro de nada, me sinto sozinho e nem mesmo minha esposa e familia fazem ideia o que se passa na minha cabeça. Não consigo mais contar quantas vezes por dia me passa na cabeça que sou um merda e todas as noites eu vou dormir pensando em como seria melhor eu me matar e acabar com isso logo, acho que se não fosse pelo meu filho que precisa de mim, já teria feito isso.
Já procurei ajuda de 3 psicólogos, nenhum me ajudou, sentia que eu falava mais o que eles queriam ouvir do que o que eu deveria estar falando e sai da consulta me sentindo pior do que como entrava. Tentei conversar com meu médico de familia aqui (não posso ir direto para um psiquiatra), ele me disse pra fazer exercícios de mindfulness e ter paciência que as coisas melhoram, , e eu sem a minima vontade de discutir acabei aceitando.
Ainda assim tentei colocar rotinas, fazer exercícios e tratar minha mente, nada nunca passou de poucos dias de vontade e caia no esquecimento, isso foi a mais de um ano atrás e nunca mais tive coragem de voltar pra dizer que não ajudou em nada, sei que ele vai achar que é besteira, vai falar alguma coisa pra eu me sentir ainda pior por ser tao fácil e eu não conseguir, e vou me arrepender de ter ido lá me ‘humilhar’.
Meu casamento não ajuda em nada, as vezes tenho duvidas se a minha esposa esta na mesma situação que eu ou se ela simplesmente parou de se importar comigo. É muitas vezes um relacionamento abusivo por parte dela, e eu por faltar coragem de encarar e brigar, fico calado, aceito a situação e acho que isso deixa a situação cada vez pior, eu fico puto, chateado e penso que nunca mais vou aceitar nada, no outro dia ela é querida e amável e eu penso que não vale brigar e assim as coisas estão indo a anos. Ela tem um temperamento difícil, não deixa nenhuma reclamação passar em vão e não perde a chance de apontar pra mim quando eu faço qualquer coisa errada e me jogar na minha cara que estou errado.
Sempre achei ela uma boa mãe e me deixava feliz ver como ela lidava com o nosso filho.
Assim que o COVID chegou por aqui ficamos de quarentena em casa, ela trabalha em uma escola que foi uma das primeiras coisas que fechou por aqui e eu trabalhava de casa, fui demitido junto com quase todo meu time assim que a empresa viu que o comercio iria fechar.
No começo encaramos como umas ‘ferias’ com a familia toda em casa e foi divertido, mas logo passou e a rotina se tornou muito difícil. Ela mal cuidava do nosso filho, estava sempre cansada e/ou com algum problema (dor de cabeça, dor nas costas, dor de barriga, chateada com alguma coisa, etc), o que me deixou muito sobre carregado cuidando do nosso filho praticamente sozinho, cuidando da casa, procurando emprego e tentando tocar meu projeto paralelo, meses se passaram assim e eu estava a beira de fazer alguma coisa mais radical.
A escola voltou a funcionar por aqui e nas ultimas 3 semanas eu tenho conseguido me ‘dedicar’ a procurar um novo emprego e tocar meu projeto, mas sinto que nunca estive tanto no buraco como estou agora.
Não consigo tocar nada do projeto, não consigo estudar por mais de alguns minutos por dia para as vagas que estou aplicando, não consigo mais conversar com a minha esposa, comecei a jogar como doido nos primeiros dias e agora nem isso tem graça. Simplesmente não sei o que fazer, to me sentindo mais sozinho, inútil, incompetente e sem futuro do que nunca.

Obrigado quem teve paciência pra ler isso tudo
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2020.07.25 05:31 altovaliriano [Tradução] Os Outros confundiram Waymar Royce com um Stark

Texto original: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/9qvrsy/spoilers_extended_the_killing_of_a_range
Autor: u/JoeMagician
Título original: The Killing of a Ranger
[…] Esta é a versão reescrita da minha teoria de 2015, A Cold Death in the Snow: The Killing of a Ranger, com algumas seções novas e conclusões mais bem explicadas, além de um bom e velho tinfoil. E significativamente menos citações, adequações nos spoilers e menos texto em negrito. Eu queria fazer um vídeo da teoria e não estava satisfeito com a versão original, então aqui está uma versão nova e aprimorada como um bônus.
O vídeo completo está aqui, se você preferir assistir, e a versão em podcast aqui, se você preferir ouvir, bem como pode ser encontrada no Google Play e no iTunes.
Aproveite!

Os Três Patrulheiros

Um dos eventos menos compreendidos em ASOIAF acontece exatamente no capítulo de abertura da saga. Waymar Royce, um fidalgo do Vale, e os dois patrulhieros Will e Gared estão perseguindo selvagens saqueadores na Floresta Assombrada. Antes que possamos nos localizar, Waymar é emboscado pelos demônios de gelo conhecidos como Os Outros. Waymar pronuncia sua famosa e incrivelmente foda frase "Dance comigo, então" e começa o duelo. Waymar segura as pontas até que o Outro acerta um golpe, depois zomba do patrulheiro e, finalmente, a espada de Wamyar se quebra contra a lâmina de gelo. Um fragmento perfura o olho de Waymar e o grupo de Outros que se aproxima, cerca-o e mata-o com golpes coordenados. Para piorar, Waymar é reanimado como uma criatura e massacra seu ex-companheiro Will. O outro irmão deles, Gared, escapa do ataque e foge para o Sul até ser capturado em uma fortaleza perto de Winterfell e executado por Ned Stark em razão de ter desertado da Patrulha.
É um prólogo que deixa o leitor com muitas perguntas não respondidas sobre o que acabou de ler. Por que esses patrulheiros foram atacados e por tantos outros? Onde estavam seus servos mortos-vivos que eles normalmente usam para matar? E por que eles estavam duelando com Waymar Royce em particular, um guarda de nenhuma nota em particular em sua primeira missão? Primeiro, vejamos o histórico de Waymar.
Sor Waymar Royce era o filho mais novo de uma Casa antiga com herdeiros demais. Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca. Montado em seu enorme corcel de batalha negro, o cavaleiro elevava-se bem acima de Will e Gared, montadosem seus garranos de menores dimensões. Trajava botas negras de couro, calças negras de lã, luvas negras de pele de toupeira e uma cintilante cota de malha negra e flexível por cima de várias camadas de lã negra e couro fervido. Sor Waymar era um Irmão Juramentado da Patrulha da Noite havia menos de meio ano, mas ninguém poderia dizer que não se preparara para a sua vocação. Pelo menos no que dizia respeito ao guarda-roupa.
(AGOT, Prólogo)
Segundo as informações que recebemos, Waymar foi o terceiro filho do formidável "Bronze" Yohn Royce, lorde de Pedrarruna e da casa Royce. Ninguém sabe ao certo por que Waymar escolheu se juntar à Patrulha. Sendo filho de um Senhor, ele poderia se casar em uma Casa menor e obter suas próprias propriedades, tornar-se um cavaleiro de torneios, visitar Essos e lutar como um mercenário se quisesse. Poderia fazer quase tudo. Em vez disso, escolheu se juntar à Patrulha da Noite. E Waymar é muito bonito, Sansa Stark se apaixonou por ele à primeira vista:
Foi hóspede em Winterfell quando o filho foi para o Norte vestir o negro – tinha uma tênue lembrança de ter se apaixonado perdidamente por Sor Waymar.
(AFFC, Alayne I)
Gared e Will são um pouco menos ilustres. Will é um caçador furtivo apanhado por Lord Mallister e escolheu a Muralha em vez de perder a mão. Gared ingressou na Patrulha quando menino e é patrulheiro há quarenta anos. Senhor comandante Mormont fala muito bem deles.
Mormont pareceu quase não ouvi-lo. O velho aquecia as mãos no fogo.
Enviei Benjen Stark em busca do filho de Yohn Royce, perdido em sua primeira patrulha. O rapaz Royce estava verde como a grama de verão, mas insistiu na honra de seu próprio comando, dizendo que lhe era devido enquanto cavaleiro. Não desejei ofender o senhor seu pai e cedi. Enviei-o com dois homens que considerava dos melhores que temos na Patrulha. Mas fui tolo.
(AGOT Tyrion III)

A Missão

Agora que estamos mais familiarizados com esses patrulheiros, vamos abordar a explicação mais simples: que foi um encontro acidental entre os Outros e os patrulheiros. Talvez os Outros estivessem viajando pela floresta para se encontrar com Craster e acidentalmente encontraram três patrulheiros. Faz sentido. Os Outros e os patrulheiros são inimigos históricos. No entanto, existem grandes problemas nisso. O primeiro é quando Royce e companhia alcançam suas presas, os saqueadores já foram transformados em criaturas.
Prestou atenção à posição dos corpos?
Will encolheu os ombros.
Um par deles está sentado junto ao rochedo. A maioria está no chão. Parecem caídos.
Ou adormecidos – sugeriu Royce.
Caídos – insistiu Will. – Há uma mulher numa árvore de pau-ferro, meio escondida entre os galhos. Uma olhos-longos – ele abriu um tênue sorriso. – Assegurei-me de que não conseguiria me ver. Quando me aproximei, notei que ela também não se movia – e sacudiu-se por um estremecimento involuntário.
Está com frio? – perguntou Royce.
Um pouco – murmurou Will. – É o vento, senhor.
O jovem cavaleiro virou-se para seu grisalho homem de armas. Folhas pesadas de geada suspiravam ao passar por eles, e o corcel de batalha movia-se de forma inquieta.
Que lhe parece que possa ter matado aqueles homens, Gared? – perguntou Sor Waymar com ar casual, arrumando o longo manto de zibelina.
Foi o frio – disse Gared com uma certeza férrea. – Vi homens congelar no inverno passado e no outro antes desse, quando eu era pequeno.
Waymar, porém, percebe algo errado na avaliação de Gared. Está quente demais para a estação, tanto que o Muralha está derretendo ou "chorando".
Se Gared diz que foi o frio… – começou Will.
Você fez alguma vigia nesta última semana, Will?
Sim, senhor – nunca havia uma semana em que ele não fizesse uma maldita dúzia de vigias.
Aonde o homem queria chegar?
E em que estado encontrou a Muralha?
Úmida – Will respondeu, franzindo a sobrancelha. Agora que o nobre o fizera notar, via os fatos com clareza. – Eles não podem ter congelado. Se a Muralha está úmida, não podem. O frio não é suficiente.
Royce assentiu.
Rapaz esperto. Tivemos alguns frios passageiros na semana passada, e uma rápida nevasca de vez em quando, mas com certeza não houve nenhum frio suficientemente forte para matar oito homens adultos.
Os saqueadores morrem congelados com o tempo quente demais. Como leitores, sabemos que os Outros têm controle sobrenatural sobre o frio, indicando que eles são os assassinos. E então, quando Waymar e Will voltam, descobrem que os corpos desapareceram.
O coração parou em seu peito. Por um momento, não se atreveu a respirar. O luar brilhava acima da clareira, sobre as cinzas no buraco da fogueira, sobre o abrigo coberto de neve, sobre o grande rochedo e sobre o pequeno riacho meio congelado. Tudo estava como estivera algumas horas antes.
Eles não estavam lá. Todos os corpos tinham desaparecido.

A Armadilha

O curioso Waymar morde a isca e a armadilha foi ativada. Will, de seu ponto estratégico em cima de uma árvore, vê seus predadores desconhecidos emergirem da floresta. (AGOT, Prólogo)
Uma sombra emergiu da escuridão da floresta. Parou na frente de Royce. Era alta, descarnada e dura como ossos velhos, com uma carne pálida como leite. Sua armadura parecia mudar de cor quando se movia; aqui era tão branca como neve recém-caída, ali, negra como uma sombra, por todo o lado salpicada com o escuro cinza-esverdeado das árvores. Os padrões corriam como o luar na água a cada passo que dava.
Will ouviu a exalação sair de Sor Waymar Royce num longo silvo. [...]
Emergiram em silêncio, das sombras, gêmeos do primeiro. Três… quatro… cinco… Sor Waymar talvez tivesse sentido o frio que vinha com eles, mas não chegou a vê-los, não chegou a ouvi-los. Will tinha de chamá-lo. Era seu dever. E sua morte, se o fizesse. Estremeceu, abraçou a árvore e manteve o silêncio.
Os Outros armaram uma armadilha para esses patrulheiros e a puseram em ação, não foi um encontro casual. Eles estão apenas tentando matar todos os membros da Patrulha da Noite que puderem? Eu não acredito nisso. Will e Waymar são mortos na Floresta Assombrada, mas o terceiro corvo, Gared, consegue escapar dos Outros. Ele corre para o sul até ser pego pelos Starks e decapitado por Lorde Eddard por deserção.
Há seis Outros não feridos, camuflados e ansiosos para matar ali mesmo com ao menos dez criaturas (incluindo Waymar e Will) e eles deixam de perseguir Gared. Matá-lo seria fácil e rápido, e ainda assim eles não o fazem. Isso não aconteceria se eles estivesse apenas tentando empilhar corpos de patrulheiros.

Claro que Craster está envolvido

A única conclusão que resta é que todo o cenário não era uma armadilha para três homens da Patrulha da Noite, e sim uma armadilha para um patrulheiro em particular: Waymar Royce. Ele é escolhido pelos Outros para um duelo individual por sua vida. Mas por quê? Waymar não é nada de especial na Patrulha. Enquanto isso, Gared e Will são veteranos nas terras além da Muralha. Eles seriam os maiores prêmios, taticamente falando. Como os Outros sequer poderiam saber como procurar por Waymar?
Me perdoará por isso, se tiver lido minhas outras teorias, mas mais uma vez, a resposta é Craster. Waymar, Will e Gared passaram pelo menos uma noite na fortaleza de Craster enquanto rastreavam os selvagens saqueadores.
Lorde Mormont disse:
Ben andava à procura de Sor Waymar Royce, que tinha desaparecido com Gared e o jovem Will.
Sim, desses três me lembro. O fidalgo não era mais velho do que um destes cachorros. Orgulhoso demais para dormir debaixo do meu teto, aquele, com seu manto de zibelina e aço negro. Ainda assim, minhas mulheres ficaram de olho grande – olhou de soslaio a mais próxima das mulheres. – Gared disse que iam caçar salteadores. Eu lhe disse que com um comandante assim tão verde era melhor que não os pegassem. Gared não era mau para um corvo.
(ACOK Jon III)
Observa-se aqui que Craster só fala sobre Gared e Waymar, não sobre Will. E Will é um patrulheiro veterano, alguém que Craster provavelmente já conheceria, mas é deixado de fora. Craster lembra Waymar com riqueza de detalhes, concentrando-se em suas roupas finas e boa aparência. Craster se concentrou muito em Waymar, mas quando perguntado sobre para onde os patrulheiros estavam indo quando partiram, Craster responde (ACOK Jon III):
Quando Sor Waymar partiu, para onde se dirigiu?
Craster encolheu os ombros:
Acontece que tenho mais que fazer do que tratar das idas e vindas dos corvos.
Craster não tem coisas melhores para fazer, seus dias giram em torno de ficar bêbado e ser um humano terrível para com suas "esposas". E ele se contradiz, alegando não ter interesse nos patrulheiros ao mesmo tempo que discorre em detalhes sobre Royce. Dado o relacionamento muito próximo de Craster com os Outros (organizando um acordo em que ele dá seus filhos em troca de proteção), esse encontro casual foi o que deu início à cadeia de eventos que levaram à morte de Waymar. Craster viu algo importante em Waymar Royce, algo em que os Outros prestaram muita atenção e agiram de maneira dramática.

A aparência de um Stark

Vamos analisar rapidamente o que Craster poderia ter aprendido. Com suas próprias palavras, ele percebe que Waymar é de alto nascimento. Não é uma informação particularmente valiosa, existem muitos patrulheiros e membros da Patrulha bem nascidos e os Outros não criaram armadilhas individuais para eles até onde sabemos.
Ele poderia ter ficado sabendo que Waymar era da Casa Royce e do Vale. Não há outros homens dos Royces na Patrulha, mas há outro patrulheiro chamado Tim Stone, do Vale. Tim sobrevive à Grande Patrulha e ainda está vivo no final do Festim dos Corvos, então essa parece uma explicação improvável. Talvez ser Royce tenha feito os Outros ficarem atentos. Os Royces tem sangue de Primeiros Homens, uma casa antiga que remonta às brumas da história. Talvez algum tipo de rancor?
Existe algo em seu comportamento? Waymar é altivo e autoconfiante, repele as pessoas com uma atitude de superioridade. Isso aborreceu Craster, mas duvido que os Outros chegariam em força para acalmar um leve aborrecimento do gerente de fábrica de bebês. O quanto eles demonstram interesse em Waymar implica que o que Craster disse a eles foi uma informação suculenta e importante que o atraiu de forma intensa. O que nos resta é a aparência de Waymar (AGOT, Prólogo):
Era um jovem atraente de dezoito anos, olhos cinzentos, elegante e esbelto como uma faca.
Olhos cinzentos, esbeltos, graciosos. Esta é uma descrição que é usada apenas um capítulo depois com um personagem muito famoso (AGOT, Bran I):
Podia-se ver em seus olhos, Stark – os de Jon eram de um cinza tão escuro que pareciam quase negros, mas pouco havia que não vissem. Tinha a mesma idade que Robb, mas os dois não eram parecidos. Jon era esguio e escuro, enquanto Robb era musculoso e claro; este era gracioso e ligeiro; seu meio-irmão, forte e rápido.
Waymar se parece com Jon Snow. Os outros membros conhecidos da Casa Royce que não ficaram grisalhos (Myranda Royce e seus "espessos cachos cor de avelã" e Albar Royce e seus "ferozes suíças negras") têm cabelo preto ou marrom. É lógico que Waymar tambémteria dada a predominância de cabelos escuros nas famílias. A arte oficial dos fundos dos calendários confirma isso, com GRRM aprovando os cabelos pretos de Waymar. Mas Craster não conhece Jon Snow no momento, então por que a comparação importa? A resposta vem da primeira interação de Craster com Jon Snow (ACOK, Jon III):
Quem é este aí? – Craster perguntou, antes que Jon pudesse se afastar. – Tem o ar dos Stark.
É o meu intendente e escudeiro, Jon Snow.
Quer dizer então que é um bastardo? – Craster olhou Jon de cima a baixo. – Se um homem quer se deitar com uma mulher, parece que a devia tomar como esposa. É o que eu faço – enxotou Jon com um gesto. – Bom, corre a cuidar do seu serviço, bastardo, e vê se esse machado está bom e afiado, que não tenho serventia para aço cego.
Craster de relance reconhece Jon corretamente como tendo a aparência de um Stark. Ele não fala isso de novo com mais ninguém que conhece nos capítulos que aparece, ninguém menciona isso depois, é a única vez que Craster diz que alguém se parece com uma família em particular. Ele sabe que aparência os Starks devem ter, e isso é confirmado por outros personagens. Uma de suas características definidoras, mencionadas muitas vezes, são os olhos cinzentos.
Catelyn lembrando Brandon Stark (AGOT, Catelyn VII):
E seu prometido a olhou com os frios olhos cinzentos de um Stark e lhe prometeu poupar a vida do rapaz que a amava.
Jaime Lannister lembrando Ned Stark na época da rebelião (ASOS, Jaime VI):
Lembrou-se de Eddard Stark, percorrendo a cavalo todo o comprimento da sala do trono de Aerys, envolto em silêncio. Só seus olhos tinham falado; olhos de senhor, frios, cinzentos e cheios de julgamento.
Theon lembrando qual deveria ser a aparência de Arya. (ADWD, Fedor II)
Arya tinha os olhos do pai, os olhos cinzentos dos Stark. Uma garota da idade dela podia deixar o cabelo crescer, adicionar uns centímetros à altura, ver os seios aumentarem, mas não podia mudar a cor dos olhos.
Tyrion Lannister reconhece Jon como tendo a aparência Stark também (AGOT, Tyrion II):
O rapaz absorveu tudo aquilo em silêncio. Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava.
Pelo reconhecimento correto de Craster e dos monólogos internos de Tyrion e Catelyn, parecer um verdadeiro "Stark" significa que você deve ter olhos cinzentos, cabelos castanhos escuros ou pretos e um rosto longo e solene. Waymar Royce tem três destas quatro características. No entanto ele poderia ter todas, se você considerar o rosto de seu pai um indicativo do aspecto do rosto de Waymar (AFFC, Alayne I):
Os últimos a chegar foram os Royce, Lorde Nestor e Bronze Yohn. O Senhor de Pedrarruna era tão alto quanto Cão de Caça. Embora tivesse cabelos grisalhos e rugas no rosto, Lorde Yohn ainda parecia poder quebrar a maior parte dos homens mais novos como se fossem gravetos nas suas enormes mãos nodosas. Seu rosto vincado e solene trouxe de volta todas as memórias de Sansa do tempo que passara em Winterfell.
O mesmo rosto solene que você procuraria em um Stark. Seu rosto até a lembra de Winterfell e, presumivelmente, de seu pai. Acredito que foi isso que Craster viu em Waymar e que ele alertou os Outros a respeito. Ele tinha visto alguém que se parece muito com um Stark, de alto nascimento e jovem. Isso se encaixa em um perfil importante para os Outros, pois eles entram em ação, preparando sua armadilha para Waymar. Infelizmente, Waymar não é um Stark de verdade, mas ele parece próximo o suficiente para enganar Craster e os Outros.

O Royce na Pele de Lobo

No entanto, Craster não está totalmente errado sobre Waymar ser parecido com um Stark. Os Starks e Royces se casaram recentemente. Beron Stark, tetravô de Jon, casou-se com Lorra Royce. E sua neta, Jocelyn Stark, filha de William Stark e Melantha Blackwood, casou-se com Benedict Royce, dos Royces dos Portões da Lua. Via Catelyn descobrimos onde no Vale seus filhos se casaram:
O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray comc erteza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
(ASOS Catelyn V)
Este é o ramo errado da casa Royce, no entanto, suas filhas todas se casaram com outras famílias nobres, tornando possível que o sangue Stark chegasse, através de casamentos políticos, ao ramo principal da família e Waymar. Sabemos muito pouco sobre a árvore genealógica Royce para além dos membros atuais, nem sabemos o nome ou a casa da esposa de Yohn Royce.
No meu vídeo The Wild Wolves: The Children of Brandon Stark , proponho que Waymar seja realmente um bastardo secreto dos Stark na casa Royce. Há uma quantidade razoável de conexões entre o Lobo Selvagem e Waymar, particularmente sua coragem e sua busca por aventura. Se essa teoria fosse verdadeira, fortaleceria o raciocínio por trás do ataque dos Outros a Waymar, pois ele pode ser um Stark em tudo menos no nome. Você pode imaginar que, enquanto Waymar, Will e Gared estavam andando pela Floresta Assombrada, os Outros seguiam silenciosamente, inspecionando Waymar de longe e ficando excitados por terem encontrado quem procuravam. Talvez eles pudessem sentir o cheiro do sangue do lobo nele.
É minha conclusão que Waymar Royce foi morto pelos Outros por engano, devido às informações incorretas de seu batedor de reconhecimento Stark (Craster). Waymar foi morto por não ser o cara certo. Mas a partir da armadilha e da situação que os Outros criaram, podemos descobrir quem eles esperavam encontrar.

O teste e o ritual

Primeiro, eles montam uma armadilha elaborada usando criaturas para enganar os patrulheiros. A partir disso, podemos concluir que eles esperavam que seu alvo fosse muito cauteloso e inteligente. Caso contrário, eles poderiam simplesmente encontrá-los à noite e se esgueirar para matar. Eles acreditavam que precisavam prender os Stark que estavam caçando.
Segundo, o número de Outros que aparecem. Seis outros aparecem, uma grande quantidade deles para uma disputa que ser espadachins aparentemente experientes. Mais tarde na história, os Outros apenas enviam um para matar pelo menos três membros da Patrulha da Noite, mas Sam o mata com uma adaga de obsidiana. Para Waymar, eles enviam seis. Se você quer alguém para assistir ao duelo, você envia um ou dois extras. Outros cinco implicam que a pessoa que você duelará terá muito sucesso. Você está prevendo que essa pessoa provavelmente matará vários Outros antes que a luta termine. Eles o temem e o respeitam. No entanto, eles descobrem que essas suposições não são verdadeiras. Primeiro, eles verificam a espada de Waymar quando ele a levanta, quase que temendo-a.
Sor Waymar enfrentou o inimigo com bravura.
Neste caso, dance comigo.
Ergueu a espada bem alto, acima da cabeça, desafiador. As mãos tremiam com o peso da arma, ou talvez devido ao frio. Mas naquele momento, pensou Will, Sor Waymar já não era um rapaz, e sim um homem da Patrulha da Noite. O Outro parou. Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo. Will fixou-se na espada que estremecia, erguida, e observou o luar que corria, frio, ao longo do metal. Durante um segundo, atreveu-se a ter esperança.
Quando estão certos de que a espada não está prestes a explodir em chamas como Luminífera, eles seguem em frente e testam suas habilidades com a lâmina.
Então, o golpe de Royce chegou um pouco tarde demais. A espada cristalina trespassou a cota de malha por baixo de seu braço. O jovem senhor gritou de dor. Sangue surgiu por entre os aros, jorrando no ar frio, e as gotas pareciam vermelhas como fogo onde tocavam a neve. Os dedos de Sor Waymar tocaram o flanco. Sua luva de pele de toupeira veio empapada de vermelho.
O Outro disse qualquer coisa numa língua que Will não conhecia; sua voz era como o quebrar do gelo num lago de inverno, e as palavras, escarnecedoras.
(AGOT, Prólogo):
O Outro acerta um golpe, e você quase pode dizer o que ele está dizendo. "Esse cara não deveria ser um lutador incrível?" Então eles executam outro teste
Quando as lâminas se tocaram, o aço despedaçou-se.
Um grito ecoou pela noite da floresta, e a espada quebrou-se numa centena de pedaços, espalhando os estilhaços como uma chuva de agulhas. Royce caiu de joelhos, guinchando, e cobriu os olhos. Sangue jorrou-lhe por entre os dedos.
Os observadores aproximaram-se uns dos outros, como que em resposta a um sinal. Espadas ergueram-se e caíram, tudo num silêncio mortal.
Era um assassinato frio. As lâminas pálidas atravessaram a cota de malha como se fosse seda. Will fechou os olhos. Muito abaixo, ouviu as vozes e os risos, aguçados como pingentes.
(AGOT, Prólogo)
O sinal da morte de Waymar é que sua espada se quebra no frio. Eles esperam que Waymar tenha uma espada que resista a seus ataques frios, pelo menos de aço valiriano. Quando sua espada não o resiste, eles estão convencidos de que Waymar não é quem eles querem e o matam.
Vale a pena prestar muita atenção em quão estranhos esses comportamentos são baseados em como os Outros atacam, como evidenciado mais adiante na história. Em seu ataque ao Punho dos Primeiros Homens, não há Outros à vista, eles usam exclusivamente criaturas. Da mesma forma, eles usam criaturas para expulsar Sam e Gilly do motim na fortaleza de Craster. Quando Sam mata um com sua adaga de obsidiana, apenas um Outro considera uma luta fácil encarar três homens da Patrulha da Noite. Na tentativa de matar Jeor Mormont e Jeremy Rykker, esta missão é dada a duas criaturas sozinhas.
Eles operam como fantasmas, matando nas sombras em sua camuflagem gelada e deixando seus fantoches fazerem seu trabalho sujo. Mas aqui eles abandonam totalmente seu comportamento furtivo. Isso implica que isso foi incrivelmente importante para eles, e a organização parece um ritual ou cerimônia de algum tipo.
Há mais uma coisa em que os Outros têm seus olhos treinados. Depois que Waymar recebe seu ferimento, seu sangue começa a escorrer para a luva e depois sangra abertamente do lado dele. O que está acontecendo até agora pode ser apenas um caso de identificação incorreta de Stark por Craster. Esse detalhe, no entanto, nos dá uma imagem muito diferente. Isso nos diz que eles estão procurando Jon Snow sem saber o nome dele. Deixe-me explicar.
No final de A Dança dos Dragões, Jon é morto por seus irmãos da Patrulha da Noite e sente o frio da morte sobre ele. No programa de TV, Jon é ressuscitado por Melisandre praticamente a mesma pessoa que ele era, com algumas cicatrizes retorcidas. O mesmo vale para Beric Dondarrion, cujos próprios retornos da morte servem como preparação para Jon. Em uma entrevista à Time Magazine, George conta uma história muito diferente sobre como o corpo de Beric funciona.
[…] o pobre Beric Dondarrion, que serviu de prenúncio [foreshadowing] de tudo isso, toda vez que ele é um pouco menos Beric. Suas memórias estão desaparecendo, ele tem todas aquelas cicatrizes, está se tornando cada vez mais hediondo, porque ele não é mais um ser humano vivo. Seu coração não está batendo, seu sangue não está fluindo em suas veias, ele é uma criatura [wight], mas uma criatura animado pelo fogo, e não pelo gelo, e agora estamos voltando a toda essa coisa de fogo e gelo.
Isso é parecido com o que o personagem conhecido como Mãos-Frias diz a Bran, que tem isso a dizer sobre sua própria versão dos mortos-vivos e como seu corpo se saiu.
O cavaleiro olhou as mãos, como se nunca as tivesse notado antes.
Assim que o coração para de bater, o sangue do homem corre para as extremidades, onde engrossa e congela. – Sua voz falhava na garganta, tão fina e fraca como ele. – As mãos e os pés incham e ficam negros como chouriço. O resto dele torna-se branco como leite.
(ADWD, Bran I)
O que estão nos mostrando é que, após a ressurreição, os corpos dessas pessoas estão sendo mantidos em um estado de animação suspensa. Eles não bombeiam mais sangue, raramente precisam de comida ou sono, podem até não envelhecer. Quando o sangue bombeia quente do flanco de Waymar, os Outros podem ver que ele não está morto-vivo, como Jon provavelmente estará nos próximos livros.
Some todos esses indícios. Eles estavam procurando por uma espada que fosse resistente à sua magia, certamente aço valiriano como a espada Garralonga que Jon Snow empunha. Eles querem um jovem de cabelos escuros, longos traços faciais e olhos cinzentos de um Stark. Novamente um sinal fúnebre para Jon Snow. Eles querem alguém cujo sangue não flua mais quente. Isso nos dá um indício de que, no futuro, Jon estará sendo procurado por ele; passada sua morte e ressurreição na Muralha.

Um destino escrito em gelo e fogo

Como poderia ser assim? Como os Outros poderiam saber quem é Jon, como ele é e por que ele é importante para eles? A chave para o mistério é o fato de que os Outros foram feitos pelos Filhos da Floresta, e toda a linguagem simbólica e descritiva ao seu redor indica que eles vêm e extraem poderes dos Bosques. E sabemos o que isso significa: visão verde e sonhos verdes. Ou visão de gelo. Semelhante ao que vemos em personagens como Bran, Jojen, Melisandre, Cara-Malhada e muito mais. Acesso a um mundo de sonhos sem tempo com características altamente simbólicas. Como exemplo, é assim que Jojen interpreta Bran em seus sonhos.
Os olhos de Jojen eram da cor do musgo, e às vezes, quando se fixavam, pareciam estar vendo alguma outra coisa. Como acontecia agora.
Sonhei com um lobo alado preso à terra por correntes de pedra cinza – ele disse. – Era um sonho verde, por isso soube que era verdade. Um corvo estava tentando quebrar suas correntes com bicadas, mas a pedra era dura demais, e seu bico só conseguia arrancar lascas.
(ACOK, Bran IV)
A natureza incerta do mundo dos sonhos verdes torna perfeitamente compreensível como os Outros poderiam confundir Waymar com Jon. Eles podem tê-lo visto apenas em flashes, seu rosto obscurecido, seu nome desconhecido, seu período exato incerto. Lembre-se de quantos problemas os Targaryens, valirians, Melisandre e muitos outros tentaram adivinhar quando o Príncipe prometido chegaria, interpretando a estrela que sangrava e o nascimento em meio a sal e fumaça "criativamente" ao longo de sua história. Os Outros podem estar fazendo a mesma coisa com quem vêem no futuro, e há um sonho em particular que pode aterrorizá-los. O sonho de Jon.
Flechas incendiárias assobiaram para cima, arrastando línguas de fogo. Irmãos espantalhos caíram, seus mantos negros em chamas. Snow, uma águia gritou, enquanto inimigos escalavam o gelo como aranhas. Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
Jon vestido com uma armadura de gelo empunhando uma espada flamejante, lutando sozinho contra as hordas de mortos-vivos, matando repetidas vezes sua própria família, entes queridos e irmãos. Essa pessoa seria sem dúvida um problema para os Outros. Ou eles podem ter visto a visão igualmente aterrorizante de Melisandre sobre Jon.
As chamas crepitavam suavemente, e em seu crepitar ela ouviu uma voz sussurrando o nome de Jon Snow. Seu rosto comprido flutuou diante dela, delineado em chamas vermelhas e laranja, aparecendo e desaparecendo novamente, meio escondido atrás de uma cortina esvoaçante. Primeiro ele era um homem, depois um lobo, no fim um homem novamente. Mas as caveiras estavam ali também, as caveiras estavam todas ao redor dele.
(ADWD, Melisandre I)
Jon e Waymar também incorporam traços clássicos do Último Herói, a pessoa que de alguma forma terminou a Longa Noite. Waymar até parece animado quando percebe que os invasores podem ter sido mortos pelos Outros. Conforme a Velha Ama,
[…] o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça…
(AGOT, Bran IV)
A missão Outros pode ser tão simples quanto garantir que o Último Herói nunca chegue aos Filhos da Floresta novamente, que não haverá salvação para os homens desta vez. Eles também cercaram a caverna de Corvo de Sangue, talvez como mais uma defesa contra o Herói que se aproximava deles. Enquanto os humanos consideram o Último Herói como uma lenda de grandes realizações, para os Outros ele seria o Grande Outro, a versão deles do Rei da Noite. Um demônio que acabou com suas ambições, um monstro com uma espada que os destrói com um toque e é incansável, destemido. Faz sentido que, se pensassem que haviam encontrado essa pessoa, eles trariam um grande número de si mesmos para o duelo. É o medo que os fez ser tão cautelosos com Waymar. Medo de terem encontrado seu verdadeiro inimigo mais uma vez. O demônio da estrela que sangra, um monstro feito de fumaça e sal com uma espada flamejante.
E a pergunta permanece: quando eles finalmente encontrarem essa pessoa, o que farão com ela? Vimos alguém falhar nos testes, que teve uma morte rápida e brutal. E se ocorrer um sucesso? Eles vão matá-lo de novo? Manterão Jon refém? Irão convertê-lo em seu novo rei do inverno? Desfilarão seu corpo eterno na frente de seus exércitos? Ainda podemos descobrir quando os Ventos do Inverno soprarem e o lobo branco finalmente uive.
TL;DR - Waymar foi morto porque Craster o achou muito parecido com um jovem e bem nascido patrulheiro Stark, um perfil que combina com Jon Snow. Os Outros podem até estar procurando especificamente Jon Snow por visões ou sonhos verdes com o mesmo empenho com que o mundo dos vivos está procurando por Azor Ahai e o Príncipe Prometido.
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2020.07.16 16:29 fobygrassman ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA

ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA
Esposas infiéis são mais duradouras, limpas e autênticas do que garotas de programa
Esqueça garotas de programa transando nunca foi tão fácil! De uma dona de casa traidora real.
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As garotas de programa estão sempre procurando extrair mais dinheiro de você. Você nunca sabe com quem eles acabaram de fazer sexo e isso torna impossível também fazer sexo apaixonado com eles.
Quantas vezes você ficou com tesão e decidiu pedir uma garota de programa? Então, depois de ter um encontro decepcionante, lamento totalmente gastar tanto em ganhar pouco!
Sempre que você liga para uma garota de programa, está jogando. Jogando com sua saúde e com sua experiência.
Ela será parecida com as fotos dela?
A mesma garota das fotos vai aparecer?
Ela será anti-higiênica?
Ela será hostil?
Ela vai tratá-lo com um mau atendimento ao cliente?
Eu sei o que você está pensando,Eu sei o que você está pensando,
MAS AS MENINAS DE CHAMADA SÃO MUITO MAIS SIMPLES!
Não é verdade!
Sim, uma garota de programa fica a apenas uma ligação, mas toda vez que você a vê, paga. Você paga com dinheiro suado. Pense em quanto tempo você precisa trabalhar para pagar por uma garota de programa.
10 horas?
20 horas?
Portanto, nenhuma garota de programa não está a um telefonema de distância, elas têm +10 horas de trabalho E uma ligação de distância.
Além disso, as garotas de programa não se importam com você ou precisam de você.
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Esposas insatisfeitas são gratas por encontrar um homem que possa agradá-las!
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Conhecer as preferências sexuais do seu parceiro = melhores experiências sexuais
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Verdadeira paixão e emoção de ambos os parceiros!
Limpo, Seguro e Legal.
Não constantemente tentando manipular você.
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2020.07.09 19:24 Kuramaobabaca Eu só queria uma irmã legal ;\

Bem, nessa quarentena eu tenho jogado bastante no computador da minha irmã, que não é dela afinal não foi pago com o dinheiro dela, mas bem, nunca tive um relacionamento legal com ela afinal para ela todos os homens são lixo e como sou um homem.
ela tbm acha que sou um lixo.
Bem eu basicamente apenas queria usar o notebook dela para jogar league of legends, já que meu pc da xuxa não roda esse jogo (lembrando que eu só jogo uma vez por semana) e bem, minha irmã começou a me tratar mal, bem eu não chego nela numa hora em que ela ta dormindo ou sei la oque, eu vou la nela na hora quando aquela babaca não está usando o computador, que alias não foi pago com o dinheiro dela, cheguei a conversar com ela para chegarmos a um acordo, eu fico 3 horas no pc e ela fica com ele, mas como sempre ela se faz de vitima e diz que só eu vou mexer, e que ela não vai nem ao menos usar...
Bem eu basicamente não ligo mais para essa questão de "amizade" entre irmãos, meu irmão mais novo é um garoto completamente escroto fala alto para um caralho fica a tarde inteira usando o notebook, oq me deixa mais puto é que o mesmo nem ao mesmo estuda para nada, eu que o ajudo nos trabalhos da ead, eu sinceramente não entendo a mente da minha irmã, eu por mim não quero mais papo com nenhum desses otarios.
é um motivo infantil, mas vamos ser sinceros, o notebook não foi pago com o dinheiro do bolso dela, ela nem ao menos trabalha, é uma daquelas que tentam lacrar mas que lacram errado.

é isso, uma boa tarde a todos que não sei como leram ate aqui.
submitted by Kuramaobabaca to desabafos [link] [comments]


2020.06.15 04:52 altovaliriano Shae (Parte 3)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
Martin começa a trajetória de Tyrion em A Tormenta de Espadas já estabelecendo o destino de Shae. Tywin e Tyrion estão discutindo sobre a sucessão de Rochedo Casterly quando entram no assunto sobre Alayaya, Tysha e Shae. Curiosamente a pergunta parte do próprio Tywin:
E aquela seguidora de acampamentos no Ramo Verde?
Que importa? – perguntou, sem querer nem mesmo proferir o nome de Shae em sua presença.
Não importa. Não mais do que me importa que elas vivam ou morram.
(ASOS, Tyrion I)
Como sabemos pelo último capítulo, Tywin se importa, sim. Shae aparece no julgamento testemunhando contra Tyrion e falando de estar com ele desde Ramo Verde, um detalhe que dificilmente escaparia a Tywin. Além disso, nesta primeira conversa, o pai de Tyrion completa com uma sentença interessante:
E não tenha ilusões: esta foi a última vez que tolerei que trouxesse vergonha à Casa Lannister. Acabaram-se as putas. A próxima que encontrar em sua cama, vou enforcar.
(ASOS, Tyrion I)
E interessante que Tywin tenha ameado enforcar Shae se a encontra-se na cama de Tyrion, pois, como o verbete sobre Shae na Wiki Gelo e Fogo sinaliza, Tyrion fez exatamente isso com Shae quando a encontra na cama do pai em seu último capítulo do livro.
A primeira vez que vimos Shae foi em um encontro no quarto de Varys, à pedido (e insistência) de Tyrion. O anão havia determinado que usaria este encontro para dar um fim na relação com Shae, em decorrência das ameaças do pai, especialmente depois que Tywin citou explicitamente a “seguidora de acampamentos no Ramo Verde” logo no capítulo anterior.
O encontro parece ser um encontro típico entre os dois, exceto que há nas duas partes desejos ocultos. Tyrion quer tirar Shae da corte e Shae deseja exatamente o contrário. Quando Tyrion aborda o assunto de maneira direta, a garota troca imediatamente de assunto, procurando massagear o ego do anão:
Shae – disse –, querida, esta tem de ser a última vez que ficamos juntos. O perigo é grande demais. Se o senhor meu pai encontrá-la...
Gosto da sua cicatriz. – A moça percorreu-a com um dedo. – Faz com que pareça muito feroz e forte. [...] O senhor nunca será feio aos meus olhos. – Ela beijou a escara que cobria os restos destroçados do seu nariz.
(ASOS, Tyrion II)
Shae insiste em não dar ouvidos a Tyrion durante toda a conversa, se limitando a tentar manipulá-lo a deixar ficar na capital. Toda aquela compaixão pelo novo ferimento adquirido de Tyrion não contém qualquer coerência, porque a garota continua tão inescrupulosa e insensível quanto era em A Fúria dos Reis. Sua maior preocupação ainda são bens materiais e sua falta de empatia por Lollys Stokeworth ainda é gritante:
[…] O senhor vai me devolver agora as joias e as sedas? Perguntei a Varys se ele podia me dá-las quando você foi ferido na batalha, mas ele não quis. Que teria acontecido com elas se tivesse morrido? [...]
Posso ir ao banquete de casamento do rei? A Lollys não quer ir. Disse-lhe que ninguém deverá estuprá-la na sala do trono do rei, mas ela é tão burra.
(ASOS, Tyrion II)
Entretanto, nem tudo é repetição nessas frases arrogantes de Shae. No meio de tudo, há uma pequeno trecho de diálogo de importância futura. Quando Tyrion tenta fazer com que a prostituta compreenda o perigo que Tywin oferece à vida dela, a garota apenas responde “Ele não me assusta”.
Esta simples sentença revela que GRRM estava sutilmente costurando elementos nesta primeira conversa que seriam trazidos de volta novamente na última cena de Tyrion e Shae juntos. Quando a garota o vê nos aposentos do pai, ela se assusta e começa a disparar justificativas. Entre estas justificativas, ela justamente se contradiz dizendo “Por favor. Seu pai assusta-me tanto” (ASOS, Tyrion XI).
Naquele primeiro diálogo, Shae sabia que Tyrion havia perdido seu cargo e, com isso, até mesmo sua permanência como aia de Lollys dependia inteiramente de ela manter seu disfarce. Àquela altura, o anão não tinha mais poderes de lhe arranjar uma nova colocação para ela, e por essa razão a garota sabia que tinha que tentar extrair de Tyrion o máximo que conseguisse.
Com isto em mente, fica claro que GRRM faz da cobrança de promessas antigas uma metáfora visual para Shae tentando segurar Tyrion via dominação sexual. Segundo o próprio Tyrion (ASOS, Tyrion VII), seu pênis era o orgão responsável por fazê-lo agir tolamente frente a manipulação da garota. E é justamente por aí que Shae o está segurando na cena, literalmente:
Não quero sair. O senhor me prometeu que eu voltaria a me mudar para uma mansão depois da batalha. – A boceta dela deu-lhe um pequeno apertão, e ele começou a enrijecer de novo, dentro dela. – Um Lannister sempre paga as suas dívidas, você disse.
(ASOS, Tyrion II)
Ao perceber que não vai conseguir nada por esta via, Shae passa a falar sobre o casamento de Joffrey e elabora um plano para que Tyrion a leve consigo, em troca de favores sexuais durante a festa. Aqui a garota não está mais se valendo da dominância, mas tentando persuadir o anão. Por isso, Shae passa a afagar o órgão sexual ao invés de prendê-lo:
– […] Eu encontraria um lugar em algum canto escuro abaixo do sal, mas sempre que se levantasse para ir à latrina, eu poderia escapulir e ir encontrá-lo. – Envolveu a pica dele nas mãos e afagou-a com suavidade. – Não levaria roupas de baixo sob o vestido, para que o senhor nem precisasse me desatar. – Os dedos dela brincaram com ele, para cima e para baixo. – Ou, se quisesse, podia fazer-lhe isto. – Enfiou-o na boca.
(ASOS, Tyrion II)
Quando Tyrion mostra que está veementemente decidido a que ela não deixá-la ir, Shae se retrai para a cortesia fria. Tyrion está pensando em como concederia facilmente o desejo de Shae, caso o pai não tivesse ameaçado enforcá-la, contrariando o que ele disse em A Fúria dos Reis, sobre o amor por Shae envergonhá-lo:
Se a escolha fosse sua, ela poderia sentar-se a seu lado no banquete de casamento de Joffrey, e dançaria com todos os ursos que quisesse.
(ASOS, Tyrion II)
Eu atribuo essa mudança de postura (de amor proibido envergonhado para amor proibido cauteloso) ao momento de Tyrion, em que ele perdeu todo o prestígio e está tentando se agarrar na única coisa de seu momento glorioso que ainda tem: Shae.
Em verdade, o comportamento de Shae espelha o de Tyrion. Ambos estão tentando arranjar um jeito de manter seu status. O anão também está tentando voltar ao poder pelas vantagens terrenas que ele oferece e não mais para “fazer justiça”. Naquele momento, Tyrion estava sendo a Shae de Tywin, pois está a todo custo tentando reivindicar direitos e reconhecimentos de seu pai.
O surpreendente é que após toda a teimosia de Tyrion, Shae finalmente cede a seu instinto de autopreservação e dá a Tyrion um parágrafo inteiro de resignação e obediência, ao fim do qual Shae apela para o cavalheirismo de Tyrion e lhe arranca uma promessa:
[...] Gostaria de ser a sua senhora, mas não posso. Se fosse, você iria me levar ao banquete. Não importa. Gosto de ser rameira para o senhor, Tyrion. Basta que me mantenha, meu leão, e que me mantenha a salvo.
Manterei – prometeu ele. Tolo, tolo, gritou a sua voz interior. Por que disse isso? Veio aqui para mandá-la embora! Em vez disso, voltou a beijá-la.
(ASOS, Tyrion II)
A prostituta parece entender que o novo momento de Tyrion exige dela uma abordagem diferente. Em suas palavras, de um homem poderoso que poderia desafiar o mundo por ela, ele agora era um cavaleiro que a protegia e resgatava do perigo:
Pensava que o senhor tinha se esquecido de mim. – O vestido dela encontrava-se pendurado em um dente negro quase tão alto quanto ela, e a moça estava em pé dentro das mandíbulas do dragão, nua. […] – O senhor vai me arrancar de dentro das mandíbulas do dragão, eu sei. [...]
Meu gigante – ela ofegou quando a penetrou. – Meu gigante veio me salvar.
(ASOS, Tyrion VII)
Shae veste tão bem a fantasia de donzela que chega a declarar seu amor a Tyrion e Tyrion responde em pensamento. Porém, por alguma ironia do destino, a prostituta estava querendo lhe fazer pensar que ele era um cavaleiro, enquanto o próprio Tyrion queria lhe casar com um cavaleiro de verdade para se ver livre dela:
E eu também a amo, querida. Podia ser uma prostituta, mas merecia mais do que o que ele tinha para dar. Vou casá-la com Sor Tallad. Ele parece ser um homem decente. E alto…
(ASOS, Tyrion VII)
É curioso como este é o único efeito colateral do novo estratagema de Shae. Tyrion fica tão embrigado pela ideia de ser o cavaleiro salvador da garota, que ele tem um momento de desencanto quando a prostituta sequer teme perdê-lo ao saber de seu casamento com Sansa Stark:
[…] Não me importa. Ela é só uma garotinha. Vai deixá-la comuma barrigona e voltar para mim.
Uma parte dele tinha esperado menos indiferença. Tinha esperado, escarneceu amargamente, mas agora sabe como é, anão. Shae é todo o amor que provavelmente terá.
(ASOS, Tyrion IV)
Eu penso que a indiferença de Shae se fundava em ela saber que somente corria perigo se Tyrion arranjasse outra prostituta como amante. Ela estava ciente do quão sexualmente indesejável ele era para a maioria da população de westeros e como ele era complexado com sua aparência e traumatizado com relações amorosas. Portanto, um casamento arranjado com uma jovem nobre donzela realmente não lhe representava perigo algum. Ela até mesmo tenta pedir na frente de Tyrion que Sansa a leve ao casamento de Joffrey, demonstrando que seu objetivo de participar da boa é sua real prioridade.
Porém, não há que se dizer que Shae é uma pessoa desprovidade de sonhos e fantasias. O fato é que esta fantasias não são românticas, mas delírios com mudanças de status social, luxos e riquezas. Quando Sansa a chama para ver uma nuvem no céu que parece um castelo:
É feito de ouro. – Shae tinha cabelos escuros e curtos e olhos ousados. Fazia tudo o que lhe era pedido, mas às vezes dirigia a Sansa os mais insolentes dos olhares. – Um castelo todo feito de ouro, aí está uma coisa que eu gostaria de ver.
(ASOS, Sansa IV)
Ou quando conversava com Sansa sobre Ellaria Sand e a garota apresenta sua versão dos fatos em que Ellaria seria uma espécie de Shae que “deu certo” em razão do relacionamento com Oberyn:
Era quase uma prostituta quando ele a encontrou, senhora – confidenciara a aia – e agora é quase uma princesa.
(ASOS, Sansa IV)
E são suas fantasias por status e luxo que a levam a testemunhar contra Tyrion a pedido de Cersei. O depoimento de Shae acontece logo antes de o anão pedir o julgamento por combate. Dessa forma, tudo o que a garota diz se torna juridicamente irrelevante de uma hora para outra. Essa manobra de Tyrion acaba por fazer com que Cersei se livrasse da obrigação de cumprir sua parte do acordo:
Shae, o nome dela era Shae. A última vez que tinham conversado fora na noite anterior ao julgamento por combate do anão, depois de aquele dornês sorridente ter se oferecido como seu campeão. Shae inquirira acerca de umas joias que Tyrion lhe oferecera, e de certas promessas que Cersei poderia ter feito, uma mansão na cidade e um cavaleiro que a desposasse. A rainha deixara claro que a prostituta não obteria nada até que lhes dissesse para onde fora Sansa Stark.
(AFF, Cersei I)
Interessante notar que o acordo feito por Shae consiste apenas no que Tyrion já tinha em mente em lhe dar.
O depoimento de Shae é uma peça que me chama bastante a atenção. A garota não só conta como Tyrion supostamente teria lhe tomado como amante à força e confidenciado os planos de matar Joffrey durante sua última noite juntos. Shae revela ali, perante Tywin, que era seguidora de acampamento do Ramo Verde:
Nunca quis ser uma prostituta, senhores. Estava noiva. Ele era um escudeiro, um rapaz bom e corajoso, de bom nascimento. Mas o Duende viu-me no Ramo Verde e pôs o rapaz com que meu queria casar na primeira fila da vanguarda, e depois de ele ser morto ordenou aos selvagens que me levassem à sua tenda. Shagga, o grande, e Timett, como olho queimado. Ele disse que se não lhe desse prazer, me entregava a eles, e portanto eu dei. Depois trouxe-me pra cidade, pra ficar por perto quando ele me quisesse. Obrigou-me a fazer coisas tão vergonhosas […]. Ele usou-me de todas as maneiras que há e… costumava me obrigar a dizer como ele era grande. O meu gigante, eu tinha de lhe chamar, o meu gigante de Lannister.
(ASOS, Tyrion X)
Como esta parte do depoimento era completamente desnecessária, eu fico me perguntando se ela foi bolada pela própria Shae, Varys ou Cersei. Sabemos que a garota é capaz de mentir, mas não vimos coisas com este tipo de elaboração. Como Varys é quem estava administrando o disfarce de Shae, fornecendo -lhe até histórias falsas sobre seu passado para que contasse à Tanda Stokeworth, acredito que tenha sido ele quem a orientou a assim depor.
Porém, qualquer seria o objetivo disto? Apenas para ele próprio se safar da acusação de que estava trazendo informações erradas a Cersei, algo que já lhe preocupava (ASOS, Tyrion VII)? Ou Varys queria que o depoimento de Shae chamasse a atenção de Tywin?
De fato, em uma entrevista em 16 de junho de 2014 à Entertainment Weekly, afirmou que a questão entre Varys, Shae, Tyrion e Tywin é algo que ele fará revelações nos próximos livros:
EW: Certo, e há também a questão da surpresa da hipocrisia de Tywin quando ele [Tyrion] a encontra na cama dele. Tywin sabia que ela era uma prostituta [na versão do livro isso não fica claro]? Ou ele simplesmente não ligava?
GRRM: Ah, eu acho que Tywin sabia sobre Shae. Ele provavelmente adivinhou que ela era a seguidora de acampamento que ela havia expressamente dito “você não levará aquela puta para corte”, mas que Tyrion o havia desafiado e levado "aquela puta" à corte. Quanto ao que exatamente ocorreu aqui, é algo sobre o qual não quero falar, porque há aspectos disso que eu não revelei e que serão revelados nos próximos livros. Mas o papel de Varys em tudo isso é algo para se levar em consideração.
Esta entrevista deu fundamentos para que os leitores passassem a acreditar que Varys teria influenciado Tyrion a matar Tywin. Mas, para fins desta análise, nos cabe apenas ver a situação da ótica do que aconteceu com Shae, quem até mesmo pela teoria acima seria um alvo secundário.
Assumindo que Varys tenha orientado Shae a dar este depoimento para chamar a atenção de Tywin, como é que isso a colocaria na Torre da Mão na noite anterior à execução de Tyrion? Sabemos que Cersei mandou Shae embora ás lágrimas na noite entre o depoimento de Shae e o julgamento por combate entre Gregor e Oberyn, então somente depois desta noite é que Shae provavelmente estaria suporte. Caso ela já estivesse sendo sondada por Tywin, dificilmente sairia chorando...
Eu alimento uma teoria que o ponto que fez Tywin se interessar pela garota foi a bajulação que ela confessou fazer a Tyrion. “Meu gigante de Lannister” parece ser o tipo de frase que agradaria um homem como Tywin debaixo dos lençóis. A partir daí, bastaria que Varys fizesse uma sugestão aqui, outra acolá e de repente Tywin já estava pedindo a alguém que enfiasse a menina em seus aposentos na noite seguinte.

Declarações de GRRM sobre Shae

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2020.03.13 11:32 corounavairus História de um fim de namoro

Olá pessoas, é o seguinte:
Comecei a namorar muito cedo, com meus 14 anos, e esse relacionamento se estendeu até os meus 21 anos. Passei essa fase de descoberta e amadurecimento todo ao lado dessa pessoa em específico, tivemos nossos bons momentos mas também foi um relacionamento muito abusivo. Ela era muito insegura e projetava as inseguranças em mim, me privava de ter amigos, e como resposta, fazia o mesmo com ela. Até que no final de 2018, fui até a casa dela a ajudar, pois ela tinha depressão e estava muito mal, morava sozinha e tudo mais, então fui dar uma força (na verdade, a casa dela parecia um chernobyl de sujeira, ela tinha um problema na mão o qual ela não resolvia, oferecia ajuda mas ela não aceitava, creio eu que usava isso como válvula de escape para dizer que não fazia nada por conta do problema na mão), sentei pra conversar com ela, perguntei o que estava afligindo ela, pois ela nunca teve problemas com nada a ponto de ser um gatilho para desenvolver uma depressão, logo, eu não entendia bem o porquê dela ficar mal, e sempre projetei que a culpa fosse minha, então nesse dia perguntei se ela era transexual, não sei porquê, mas isso veio em mente, por conta de alguns mínimos sinais, e ela respondeu um "talvez" com jeito de sim. Naquele momento tudo que eu não tinha entendido fez sentido, agora eu entendia o porquê dela sofrer tanto.
Meu mundo caiu naquele momento, não por conta dela ser transexual, pois finalmente percebi o porquê dela sofrer tanto e fiquei triste por isso, mas por conta de quê aquele foi um momento em que a pessoa que até então conhecia morreria. Doeu demais, foi como um luto, escutei até de amigos de que eu não tinha o direito de sofrer pois quem estava sofrendo de verdade era ela. Sentia que não podia sofrer pois isso faria de mim uma pessoa transfóbica. Então fui forte, apesar de ter passado uns dois meses chorando e fiz o que pude pra apoiar minha namorada. Quando ela finalmente resolveu começar os tratamentos hormonais, ela terminou comigo. O dia do término foi uns dos dias mais sofridos pra mim, era final de semestre da faculdade e eu estava passando muito mal, tenho problemas desde a infância com depressão e ansiedade, e só estava aguentando passar por várias coisas turbulentas na minha vida pois iria a um show de uma banda que amo muito em São Paulo, o dia do show foi muito feliz pra mim, sinceramente, fazia tempo que não me sentia bem daquela forma. Logo após o show liguei pra ela pra contar tudo, estava muito feliz, e ela atendeu com uma voz triste e não deu a mínima e falou que tava ocupada. Voltei pra minha cidade no dia seguinte, logo após ter saído do aeroporto ela disse que iria para minha casa, pensei que queria me ver, ela chegou com uma cara muito fechada, e eu estava super animada contando tudo e mostrando fotos e vídeos e ela aparentemente nem aí. Ela pediu pra conversar e terminou comigo. Aquilo me destruiu. Toda a felicidade que vivi naquele show foi embora. Enquanto estávamos sentadas num banquinho que sempre a chamava pra ficar e admirar a vista e relaxar, eu escrevi em dois papeis, como se fosse um decreto que nosso namoro havia terminado, e com um batom, coloquei nossas digitais ali, logo após, rasguei o meu e falei pra ela que esperava que um dia ela rasgasse o dela também. Pois eu a amava muito e não queria isso para a gente.
Bom, ela começou a fazer o tratamento hormonal e começou a se envolver com uma menina que eu já suspeitava durante nosso namoro, sinto que ela terminou comigo pois queria ficar com esta menina sem culpa, porém, a menina se dizia bi, mas na verdade, a menina não a via como menina. Minha ex é uma mulher trans, logo esta menina a enxergava como homem. Ela percebeu isso e um tempo depois voltou a falar comigo, falava que sentia saudade, e a gente se reaproximou.
Bom, resolvemos viajar, eu, ela e mais dois amigos, foi uma viagem horrível, me sentia totalmente excluída, mas acabamos nos aproximando, dormimos na mesma barraca e tudo mais e acabamos transando. Era no meio do mato, então eu estava indo tomar banho de noite, mas meu celular tinha descarregado e n tinha como colocar pra carregar, então pedi o da minha ex emprestado. Só queria a lanterna. Porém ela me deu o celular destravado, e tomei minha pior decisão: olhar a conversa dela com esta menina. Li coisas horríveis que ela disse de mim para esta menina, a menina pedia pra ela passar meu número para me xingar, falava que eu ter sido estuprada era mentira, troca de fotos das duas e coisas assim, não consegui ler muita coisa. Eu só consegui devolver o celular dela com esta conversa aberta e sair correndo no meio do mato. Tomei uma bela de uma queda no meio do escuro e por ali fiquei, chorando. Ela me pediu mil desculpas mas me senti a pior pessoa do universo, e pra falar a verdade até hoje me sinto.
Então, a gente tentou fazer o relacionamento funcionar de novo, ela passou os três meses seguintes na minha casa, porém ela não ajudava em nada, e passava o dia todo deitada lendo webtoon, coisas sobre RPG e assistindo JoJo. Ela dizia que eu não superar este lance dela com a menina estava destruindo a gente, e então eu resolvi me calar e aguentar isso. Mas o peso dela não fazer nada por nós e por ela, e tudo isso me fez pedir pra que ela voltasse pra casa da vó, pois estava no fim do meu semestre e precisava de foco e de tempo para mim. Nesse mesmo momento, uma amiga em comum nossa falou para eu baixar o Tinder, nunca havia utilizado, ela falou que era um bom local para fazer amizades, eu tinha comentado com ela que estava triste pois me sentia isolada. Então baixei aquilo, usava o Tinder ao lado da minha ex, mostrando todas as descrições engraçadas que via. Então ela resolveu baixar também, e bom, logo em seguida ela voltou pra casa da vó.
Então ela mal falava comigo no whatsapp, apesar de passar 100% online. Me tratava bem seco. Eu tinha a chamado para sair e ela negou o convite, tinha planejado pedir ela em namoro oficialmente, e ela sabia disso, e negou. No outro dia perguntei se ela queria terminar comigo, e ela disse que sim, e terminou por whatsapp. Disse que estava sendo algo muito destrutivo. Fiquei muito mal, tentei me matar, pois logo quando nos reaproximamos perguntei se ela realmente queria isso, pois da outra vez que ela terminou comigo, perdi todo meu semestre por causa disso e falei que a faculdade era algo muito importante pra mim para me deixar abalar novamente e fuder tudo de novo. E ela prometeu que queria estar comigo.
Então ela terminou, e continuou falando comigo. Pedi para que nos bloqueássemos porque se não eu não conseguiria a superar, marcamos de nos encontrar um mês depois para conversar. Porém o que aconteceu é que ela se aproximou de uma menina que a minha ''amiga'' que falou para eu baixar o tinder apresentou para ela. (Detalhe: Quando terminei meu namoro, contei para esta amiga que estava muito mal e que queria morrer, ela brigou comigo e falou que eu tinha que me tratar, e que não iria falar mais comigo por um tempo, isto também me magoou demais) 15 dias depois do nosso término, ela já estava namorando outra pessoa. Me bloqueou de absolutamente tudo e disse que não queria falar comigo nunca mais. Sinto que nossos amigos em comum passaram a me tratar diferente também, sinto que me julguem, como se eu tivesse sido transfóbica, ou sei lá, feito algo de ruim pra minha ex, não sei o que ela pode ter dito sobre mim. Não tenho amigos, os que dizia ser meus, na verdade sempre foram dela, só tinha proximidade pois éramos namoradas. Estou completamente sozinha. Me dediquei tanto a este namoro, abri mão de muita coisa, inclusive dos meus estudos, e agora estou aqui, sofrendo. Me sinto um lixo por não superar isso, eu sinto muita falta dela e ainda a amo, ela agora trabalha, tem se virado na vida. Mudou de atitude. Gostaria que ela tivesse feito isso comigo, pensava em ter uma casa com ela, uma família, e lutava por isso, mas a vida é assim, quase nada sai como planejado. É isso aí.
Desculpem meu texto longo.
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2019.11.23 15:01 projetolife Disfunção Erétil e Causas Da Disfunção Erétil

Quais As Causas Da Disfunção Erétil?, Disfunção Erétil Sintomas, Tratamentos E Causas, Estresse Causa Disfunção Erétil? Veja Mitos e Verdades Sobre A Impotência Sexual, Impotência Sexual, Tratamentos E Causas, Andro pausa e Disfunção Erétil

O Pênis é um órgão do corpo como coração, rins, olhos, etc. Como a disfunção erétil é associada a determinados fatores de risco, como fumar, estar com peso acima do ideal e beber em demasia, é possível reduzir a probabilidade de ter disfunção erétil tomando cuidados com sua saúde e assumindo mudanças em seu estilo de vida.
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A primeira coisa que devemos estabelecer é que, perder a ereção ocasionalmente, mesmo no meio de uma sessão de sexo, é normal e não implica em tudo que você sofre de problemas de ereção Basta analisar as possíveis causas e algumas soluções para essa situação para saber.
Impotência sexual pode ter razões físicas, mas a principal causa da disfunção erétil envolve fatores emocionais. ideal é procurar um tratamento apropriado, uma vez que acompanhamento do seu caso por um médico especializado pode ajudar a resolver problema, a partir de medicamentos, exercícios e terapia para identificar as causas do transtorno, que ocorre quase sempre por motivos psicológicos, como ansiedade e nervosismo.
Disfunção erétil ou impotência masculina ocorre quando homem perde a capacidade de manter uma ereção firme e forte suficiente. Dependendo de há quanto tempo você está lidando (ou não) com a disfunção, pode ser que esteja se cobrando demais, tentando fazer esta experiência sexual não apenas bem sucedida, mas também memorável bastante para fazer esquecer todas as vezes que a disfunção erétil venceu você.
A impotência sexual, também chamada de disfunção erétil, é o nome que se dá a incapacidade do homem de manter uma ereção em uma relação sexual para que seja possível a inserção no órgão genital da mulher.
Quando homem começa a fazer algumas técnicas da terapia sexual que incluem toques e carícias sensuais, existe uma melhora significativa do desejo sexual; que pode colaborar com uma melhora de sua percepção corporal que traz uma melhoria nos autoestima e vai colaborar com a melhora de seu comportamento sexual.
Não conseguiu manter sua ereção naquela noite tão esperada com a Garota?, Demonstra sucessivamente como a impotência masculina constituiu uma abrangência global de todo ciclo da resposta sexual, e ainda, uma violação da identidade e da autoimagem; como relacionamento entre casais se transformou progressivamente em dificuldade e como a falta de um órgão claramente circunscrito pode ser objeto de um "simples" tratamento medicamentoso.
A disfunção erétil é a incapacidade de manter pênis ereto para uma satisfatória relação sexual A partir do final da década de 1990, surgimento de novos medicamentos para tratar essa disfunção (bem como as intensas campanhas publicitárias que os acompanharam) aumentou a atenção sobre tema.
Fatores que podem precipitar a situação: aumento da idade exige maior tempo de preparação para a ereção, maiores estímulos, se a parceira não souber reconhecer essa necessidade e se mostrar ansiosa ou impaciente, a disfunção é precipitada; a infidelidade também é um possível precipitado de disfunção erétil.
Quando há expectativas de um ou de ambos os parceiros em relação à desempenho e essa é frustrada, a disfunção acontece; a depressão e a ansiedade são grandes principiadores, além de alguns medicamentos usados para tratamento de depressão; quando homem fica viúvo, se divorcia ou separa, pode acontecer de ficar impotente por um tempo.
As causas da impotência sexual podem ser diversas, desde origem psicológica como ansiedade ou estresse, ou orgânica, como doenças, cirurgias, tabagismo, depressão, abuso de álcool, uso de medicamentos, entre outras.
Os homens não sabem mais para fazer uma ereção têm uma ereção quando é preciso, ou seja, sempre que um Homem se prepara para uma relação sexual, O corpo reage a essa experiência positiva, criando um estado físico que permita essa experiência , neste momento, cria a ereção do pênis para ser possível a penetração no órgão feminino, a vagina.
A Disfunção Erétil ou impotência sexual é uma complicação que afeta um em cada dez homens. Ainda que a ansiedade esteja presente na maioria dos casos, Althoff et AL, (2005) alertam que a correlação entre ansiedade e disfunção erétil, não é claramente indicativa que a disfunção foi causada pela ansiedade per se.
Isto significa que ainda é necessária uma maior compreensão da associação entre estados afetivos como depressão e ansiedade, e as disfunções sexuais.
A disfunção erétil é mais comum do que aquilo que você possa pensar. Descrevemos como processo psicoterápico foi cenário no qual Benedito deslocou seu sintoma para uma impotência do gozo e traçamos como, de alguma forma, em seu labirinto psíquico, seu sintoma se revela como um gozo da impotência, escravizando- na condição de ter que se manter impotente apesar de seu pênis.
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2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.28 20:56 masternavarro A história de uma ninhada...

Isso ficou bem maior do que eu pretendia. Estou há duas horas escrevendo no celular. Talvez esteja horrível o textão, provável que ninguém leia até o final. Só precisava escrever. Tentar minimizar o desespero que estou passando nesse momento.
Edit: O cirurgião ortopédico me ligou há pouco pra explicar a cirurgia e dizer que não teve lesão na bexiga ou órgãos internos do Pão (o que é bom sinal. Senão o quadro seria bem pior).
Mas ainda assim disse vai ser uma cirurgia complicada que tem seus riscos, mas ele me soou bem profissional e seguro da própria capacitação. Porém ele também disse que o bichinho está sentindo muita dor, e só será operado na segunda. Agora estou em agonia me imaginando nas patinhas dele, sozinho, confuso, longe das irmãs, machucado. Visitarei ele todos os dias até receber alta pra dar um carinho e dizer que tudo ficará bem.
No final de 2018, após muita deliberação, eu e minha namorada decidimos sair da casa de nossos respectivos pais e alugar um apartamento juntos. Conversávamos bastante sobre ter um bichinho de estimação e, diversas vezes, quase compramos um coelho no impulso, mas nunca aconteceu.
Minha mãe sempre teve muitos gatos a vida inteira. Ela, assim como eu, tem um laço muito forte com os felinos. Nem consigo contar de cabeça quantos já tivemos ao longo da minha vida, mas lembro de todos, suas personalidades, seus trejeitos, maneira com que demonstravam carinho. Cada um único, de sua própria maneira.
Mesmo com tantos gatos ao longo da vida, há de se imaginar que desde muito cedo comecei a compreender a mortalidade de um ser vivo, mas não foi o caso. Nossos três primeiros, Rimbaud, Porco e Arnaldo, vieram ao mundo antes de mim, e só foram embora após minha maioridade.
Foi um ano horrível, cada um dos meus companheiros, da vida inteira, partindo simultaneamente, com poucos meses de diferença entra cada um. Tentei me manter forte, ser o ‘homem da casa’. Como éramos apenas eu, minha mãe e meu irmão (um bebê na época), eu me sentia na obrigação manter a compostura e mostrar que estava tudo bem, que tudo ia ficar bem. Era durão durante o dia e chorava horrores em silêncio durante a noite.
O tempo passou, outros gatos iam e vinham, porém nunca cheguei a ter um laço emocional forte com nenhum outro, como tinha com aqueles três primeiros.
Retornando ao passado recente, novembro de 2018. Uma das gatas da minha mãe, chamada Pipi, engravidou em seu primeiro cio. Ela sempre foi magrinha e raquítica (vira lata resgatada). Até adulta ainda parecia uma filhotinha. Só descobrimos a ninhada depois que ela deu à luz.
Nasceram-se assim um casal de irmãos, um meio Maine Coon, maravilhoso, que hoje em dia é gigantesco, caminha pela casa como um rei, rebolando sua pelugem loira e charmosa, e sua irmã, feiosa, de coloração estranha, magrela e pequenina.
Como minha mãe não podia ficar com os dois, ela pediu pra que eu escolhesse um pra morar comigo e minha namorada. É claro que escolhi a feiosa raquítica. Sempre me identifiquei com os mais fraquinhos. Nomeamos ela de Micro Empreendedora Individual (MEI).
Sendo assim, foi realizado nosso desejo de ter um bichinho de estimação. Tínhamos nossa gata arisca e feiosa, que de vez em quando vem nos dar carinho, mas prefere ficar quieta no próprio canto.
Alguns meses depois, minha mãe foi novamente surpreendida com um parto repentino da Pipi. Não sabemos como aconteceu, pois tentávamos mante-la dentro de casa, para que não cruzasse novamente. Ela deve ter escapulido na surdina durante alguma madrugada.
Dessa vez, era uma ninhada de 5 gatinhos que, infelizmente, veio acompanhada de uma grave hemorragia. Minha mãe correu para o hospital veterinário 24h, no meio da madrugada, mas não conseguiram salvá-la. Tínhamos então cinco órfãos em mãos.
Sabe, é muito trabalhoso criar um gatinho órfão, ainda por cima recém nascido. Eu e minha namorada levamos os seis para nosso apartamento, com a missão de nutri-los e fazer com que sobrevivessem.
A cada duas horas, dia e noite, preparávamos uma fórmula especial para filhotes e dávamos na mamadeira pra eles. Esse processo em si já era trabalhoso. Alguns se recusavam a comer e tínhamos que dar à força, o que demorava ainda mais.
Além disso, após cada refeição, fazíamos eles arrotarem, um a um e, em seguida, usávamos algodões levemente mornos e úmidos para estimular com que fizessem cocô e xixi. Depois de dar comida, tínhamos que colocar uma compressa quente no local onde dormiam, para que mantivessem sua temperatura corporal e ficassem confortáveis.
Claro que eu não estaria escrevendo isso se fosse tudo um mar de rosas. A parte que pesa no emocional vem à seguir.
Após duas ou três semanas desse processo de criar os gatinhos, ainda não tínhamos dado nome a nenhum deles, com medo de nos apegarmos e sofrermos caso algum viesse a falecer, afinal são muito frágeis por não terem tido amamentação materna.
Apenas nos referíamos a eles por sua coloração. Eram dois gêmeos completamente amarelos, outros dois gêmeos com um misto de amarelo e branco e (todos machos) e, por fim, a outcast do grupo. Uma fêmea completamente preta.
Nessa fatídica terceira semana, houve um incidente. Eram cerca de 6 da manhã e estava na vez da minha namorada cuidar deles, enquanto eu dormia. De repente ela começa a me gritar pedindo ajuda, do lado da cama. Acordei desorientado e assustado, me apressando pra acudi-la no que fosse.
Os gêmeos amarelos caíram numa panela de água fervente que estava ao lado pra esquentar o leite, compressa, etc. Demorei alguns poucos segundos pra raciocinar o que estava acontecendo. Não me lembro muito bem da ordem dos eventos, mas tentei pegar um deles imediatamente, porém ao colocar a mão na água, o reflexo foi mais forte que eu, fazendo com que eu recuasse.
Minha namorada foi mais forte. Ela sempre é. Não conheço pessoa que consiga manter a compostura e a calma durante uma situação de crise melhor que ela.
Colocou as duas mãos dentro da água fervente e tirou os gatinhos. Corremos com eles pro banheiro, pra tratar dos ferimentos. Apenas me lembro da situação como um borrão. Eu chorando, enquanto fazia uma prensa com uma toalha molhada, minha namorada fazendo o mesmo.
De tempos em tempos essa visão me assombra quando vou dormir. Um dos gatinhos estava com ferimentos bem piores. Pedi pra minha namorada ir pra outro cômodo cuidar do que estava melhor. Disse pra ela que estava tudo bem e eu ia resolver, que ia ficar tudo bem. Mais uma vez era aquele sentimento de tentar ser o ‘homem da casa’, tentar aliviar a dor de alguém e jogar o peso nas minhas costas.
Não ia ficar tudo bem. Eu sabia muito bem disso.
Fiquei horas deitado no chão ao lado desse gatinho. Ele estava sofrendo, eu não sabia o que fazer. Tentava eu mesmo fazer com que parasse de sofrer? Talvez só piorasse a situação.
Considerei muitas possibilidades nessas horas, mas eu não teria coragem de fazer nada. Apenas fiquei ali... deitado, fazendo companhia pra uma criatura que nem teve a oportunidade de abrir os olhos pra ver o mundo. Torcendo pra que cada respiração fosse sua última.
Quando ele finalmente cedeu, chorei de alívio. Enrolei ele em um paninho e fui dar a notícia. Choramos de alívio, tristeza e trauma juntos. Mais tarde nesse dia fomos enterrar ele numa praça da cidade.
Continuamos seguindo em frente, cuidando dos demais gatinhos da mesma maneira que já estávamos fazendo. O outro irmão que sofreu o acidente não estava tão crítico, mas levamos num veterinário no mesmo dia, pra ver o que fazer.
Nessa consulta ao veterinário, demos um nome pra ele. Amarelinho.
Durante mais uma semana, dávamos tratamento especial pra ele. Passávamos os cremes receitados, fazendo tudo o que podíamos pra essa criaturinha tão pequena, cada dia torcendo pra que ele melhorasse.
Eu nunca pedi tanto pra que algo desse certo na minha vida, rezei pra entidades que nem acredito.
Uma semana depois, o Amarelinho faleceu enquanto dormia.
Embrulhamos ele, choramos mais ainda e enterramos ele no local mais alto da cidade.
Continuamos cuidando dos demais. O dia que o Amarelinho faleceu foi o mesmo dia em que a primeira da ninhada abriu os olhos.
Algum tempo depois, os três restantes já estavam de olhos abertos, aprendendo a andar, mas ainda necessitavam de atenção a cada poucas horas. Foi na mesma época em que estávamos começando a tentar introduzir algo além da fórmula na alimentação deles.
Um dos gêmeos amarelo-branco começou a recusar a mamadeira. Por dois dias tivemos que força-lo a comer. No segundo dia, ele estava bem letárgico.
Sendo assim, levamos ele ao hospital veterinário. Apertamos as finanças pra conseguir pagar a internação e os tratamentos, mas a essa altura, já tínhamos nos apegado.
Foram quatro dias internado. Também chamamos ele de Amarelinho. Novamente, eu nunca quis tanto na minha vida que algo desse certo.
No início do terceiro dia internado, me ligaram pra dizer que o quadro dele estava melhorando. Ao anoitecer, ligaram novamente pra informar que ele havia piorado e, os exames de sangue indicavam uma infecção. Na noite do dia seguinte me informaram que o Amarelinho havia falecido.
Não conseguíamos ir ver o corpinho dele. Não tínhamos força de espírito suficiente pra isso. Preferimos ficar com a última foto que tirei dele antes de interna-lo. Mandamos cremar.
Esses eventos foram terríveis pro nosso emocional. Essas criaturas tornaram-se nossos filhos. A dor de perder algo que você criou e nutriu desde o nascimento é indescritível.
Acho que nosso relacionamento ficou mais forte depois disso.
Por que estou escrevendo isso agora? Passaram-se 8 meses desde esses ocorridos. Os dois gatos restantes cresceram muito bem, agora moram conosco e com a irmã mais velha, MEI. Demos o nome de Preta e Pão pra cada um e, são os gatos mais carinhosos que já tive.
Poucas horas atrás, o Pão sofreu uma queda de cerca de 4 metros na varanda, vimos na hora. Eu entrei em pânico. Minha namorada manteve a calma, pegou ele enquanto tentava me acalmar. Disse que a perna dele estava bamba. O gatinho estava chorando de dor.
Ela pegou ele no colo, segurou para que não mechasse o machucado. Eu não consegui olhar, estava em desespero. Descemos para a garagem, ela sentou no banco de trás do meu carro com o gato no colo e eu dirigi, em choque para o hospital veterinário.
Liguei pra lá enquanto dirigia, avisei que tinha uma urgência e chegaria em poucos minutos. Fomos prontamente atendidos, sedaram o Pão e fizeram um raio-x.
A perna dele está completamente quebrada e precisa de cirurgia. Porém, sua bexiga estava bem maior que o normal no Raio-x, o que poderia indicar uma ruptura, mas precisavam fazer um ultrassom para ter certeza.
Deixamos ele lá. Chegamos em casa e choramos novamente. Agora estou sentado no chão do banheiro, escrevendo isso, enquanto espero me ligarem para dar retorno sobre a situação dele.
Só os exames imediatos já saíram bem caros. Não sei, nem me importo como vamos pagar a/as cirurgias. Dei autorização pra realizarem todo procedimento que precisarem e pedi pra me atualizarem assim que surgir algo novo.
Não ligo se ficar endividado. Não ligo se tiver que vender meu carro de merda pra pagar. Só quero que meu filho saia de lá bem e recuperado.
Novamente, nunca pedi tanto para que algo desse certo na minha vida. Agora me resta esperar.
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2019.09.28 00:19 sobatfestival Um desabafo/pergunta sobre desabafos (?)

Vi um post mais cedo (no qual comentei) em que uma garota fica triste por um relacionamento que acabou, e apesar dela tentar a amizade depois, o cara arranjou outra pessoa e deixou ela de lado, o que a machucou muito.
Nos meus casos próximos (vide comentário), eu sempre enxerguei do lado do homem (que sou e com os quais convivo com mais frequência), que sempre quer se poupar de sofrer com o término e preferem a abordagem do "se não é pra ficar junto, é melhor nem se ver". Não necessariamente enxergava isso como uma coisa boa nem ruim, depende de como você se sente perto da pessoa; se te faz mal, se afaste, e vice-versa.
Mas depois desse caso do post, fiquei com a pulga atrás da orelha: sempre meus amigos que terminam relacionamentos alegavam não querer sofrer mais; mas será que não é um jeito inconsciente de tratar a mulher como um pedaço de carne? Tipo, "se não é pra namorar, você não serve pra mim"? Eu nunca tinha pensado nisso e preciso de uma segunda opinião.
Tô passando por uma situação em que conheci uma pessoa que não queria relacionamento sério (e deixou claro desde o começo), e ela lançou a hipótese de que a gente pode acabar virando só amigo. Nos falamos um monte por alguns meses e sempre tentamos ser o mais aberto possível um com o outro (comunicação é tudo). Ela também anda passando por problemas e inseguranças fortes, e eu entendo perfeitamente, já que tô numa barra bem parecida; numa dessas, ela inclusive disse que se eu me afastar, tudo bem também.
TL, DR: será que o homem atual tá condicionado a cortar relações com uma mulher assim que vê que um relacionamento pode não dar certo? Amizades formadas a partir de um relacionamento (sério ou não) funcionam? E se não, a culpa é do cara?
Me ajudem, homens e mulheres do desabafos!
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2019.09.13 21:32 oppadoesntlikeyou [Discussão] Porque a Homossexualidade de hoje não é a mesma a qual a Bíblia se refere.

Warning: Long Post Ahead.
TLDR no final para os naoli & nemlerey.
Todo mundo conhece esta passagem da Bíblia: "Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é abominação."
Este versículo é hoje utilizado por vários religiosos para descriminar homossexuais e tratar esse comportamento como algo abominável, anormal e alguns até alegam que deve ser combatido.
Hoje eu estou aprendendo coreano, (sempre curti a cultura asiática por algum motivo desconhecido, já que não tenho raízes nenhuma com esse povo e sua etnia. (Sou do Nordeste, a nível de curiosidade, mais especificamente Ceará).
Estava lendo coisas sobre História, que é um tema que muito me agrada, e acabei lendo um pouco sobre História da Coréia (Joseon) e acabei encontrando algumas coisas bem curiosas.
Umas dessas coisas que me chamou atenção foi o fato de na era Joseon (período entre 1300 ~ 1910) havia registros de homens prostitutos (?) /maleprostitutes em inglês. Homens que faziam serviços para outros homens em casas específicas.
Considerando que homens prostitutos era algo presente em outras culturas também, sobretudo na zona do oriente médio onde se teve grandes civilizações, não é difícil imaginar que na época que a bíblia foi escrita (a mais de 5 mil anos) também houvesse casos de homens se deitando com outros homens.
"Tá, mas se homem se deita com outro homem sendo prostituto ou não é viado do mesmo jeito!"
Vamos entender a razão do porque um homem daquela época se deitaria com outro homem.
O casamento era um 'negócio', feito a partir de um contrato que unia moças e rapazes numa aliança comunal. Esse negócio era pago pela família da noiva, como ovelhas, terras e bens, como dotes para que o casal prosperasse e fosse uma família de bem tradicional.
Mas se homem deita com mulheres prostitutas ele não está querendo casar. Está querendo farra. Vagabundear por aí sendo feliz. Comportamento completamente aceitável, não é? Não pela Bíblia:
"Então, meu filho, por que você se deixaria extasiar por uma mulher devassa? Ou abraçaria o seio de uma mulher imoral? Os caminhos do homem estão diante dos olhos de Jeová; Ele examina todas as suas veredas."
Mas homem não casa com outro homem. Porque ele casaria? Ele não teria direito a dote nenhum. Natica de ovelha, gado, gato, cachorro, galinha. Nada. Nem um torrãozinho de açúcar seria lhe oferecido.
Se homem SE deita com outro homem, e não existe dote para o casamento, o que ele está querendo então? Ora, não é óbvio? Está querendo farra. Vagabundear por aí sendo feliz. Isso é sodomia.
Até aqui, em essência, parece tudo igual aos tempos de hoje, não é?
Não.
Pois entre o tempo em que a bíblia foi escrita e o século que vivemos, aconteceu 1 coisa incrível na humanidade.
Os movimentos literários.
Um deles foi o chamado Trovadorismo. Onde bardos escreviam e cantavam canções e cantigas para suas amadas impossíveis. Impossíveis porque elas tinham um negócio a fazer. Um casamento com algum senhor que mal conheciam. As amadas não ficavam imunes, por ora rezando que o seu poeta pobre fosse embaixo da sua sacada lhe dar um boa noite antes que ela tivesse que se mudar para terras distantes. Histórias de amor não correspondido, tragédias envolvendo mortes do amado/da amada entraram na memória popular.
E a partir deles, diversos movimentos literários se seguiram e por mais que a Arte seja desmerecida atualmente por uma parte da sociedade, foram as artes que mudaram o curso da humanidade para sempre, pois com histórias como Tristão e Isolda e Romeu e Julieta e muitas outras, criou-se um sentimento novo no povo. Principalmente no povo humilde que não havia terras, gado ou açúcar para oferecer para ganhar a mão de sua amada.
Era o amor.
Ah, o amor. O amor "Que se mesmo pudesse falar a língua dos anjos e dos santos, sem amor, nada seria."
Amor que por muitos séculos, elitistas e nobres menosprezavam com força maior do que um touro. Que a própria Igreja Católica dizia não ser reconhecido por Deus, pois para casar, tem que dar dote! Não amor. Amor não paga contas. Não paga os vassalos. Amor é para os pobre que dependem do estado!
Inclusive, a Igreja só autorizou celebrar casamentos por amor a partir do século XVII. E só foi banir casamentos por 'contrato' um século mais tarde.
Esses séculos do meio que vieram entre a bíblia e o nosso, fez com que as relações amorosas heterossexuais fossem diferentes. Completamente Diferentes.
E se as relações heterossexuais não são as mesmas da bíblia de 5 mil anos atrás, as homossexuais muito menos, já que o relacionamento entre homens passou a incorporar os mesmo ideias de amor de uma relação heterossexual.
Então, da próxima vez que alguem chegar e disser que "Homem não pode ser viado, tá na Bíblia!"
Diga que "Não se pode trazer os textos da bíblia de 5000 anos atrás e colocá-los como pertinentes hoje em dia porque são contextos diferentes." (Dificilmente, alguém irá discordar disso.) Mas se continuarem insistindo, diga que "Ta na Bíblia que você também não pode sair fornicando por ai com outras mulheres se não a sua esposa!"
Não fará efeito algum.
Mas um dia, talvez, numa conversa de bar que você e seus amigos estejam muito bêbado e afim de filosofar, você pode dizer que se grande parte da sociedades hoje em dia não se casa mais por torrões de açúcar ou sacos de sal, não tem porque achar que dois homens se relacionando hoje, principalmente como namorados, é a mesma coisa de 5000 anos atrás.
O ato de se deitar é o mesmo. A razão é diferente. E essa razão faz toda a diferença do mundo.
TL/DR1: A bíblia diz que homens não deve se deitar com outros homens para prevenir que homens procurem por homens prostitutos, já que se relacionar com homens não traria beneficio algum. Homem com homem não dá dote no casamento. E o casamento era negócio que homens usavam para ficar ricos e poderosos.
TL/DR2: Os movimentos artísticos, principalmente os literários, mudaram a percepção geral das relações entre homem e mulher. O amor passou a fazer parte da vida da sociedade, quebrando regras e tradições, permitindo que casamentos por amor pudessem ser realizados. As relações homossexuais de hoje também espelham a mesma percepção de afeição. Então as relações homossexuais não são as mesmas tratadas na bíblia porque homem que se deitava com homem naquela época o fazia porque era sodomita e não porque nutriam sentimentos um pelo outro.
Agora pode voltar a sua cervejinha nesta sexta-feira 13.
Esse foi o meu primeiro post neste subreddit. Um texto imenso desse, podem dar downvote a vontade, =).
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2019.07.17 19:20 FilhodeOdin Fim de uma amizade de anos, orgulho ou tenho razão?

ALERTA DE TEXTÃO
De um tempo pra cá não falo mais com meu melhor amigo, nos conhecemos desde a 8º serie, hoje temos 23 anos, tudo ocorreu quando ele começou a namorar um cara de um app onde ele conheceu alguns meses atras, ele vinha desabafar comigo como sempre quando acontecia algo, e era normal entre a gente, creio que como em todas as amizades, nisso um dia ele veio falar de quando o ficante dele (antes de começarem a namorar) começou a tratar ele de um jeito ruim, seco, grosso e desdenhando dele, e também de um jeito possessivo como se ele não pudesse conversar com certas pessoas, como se mandasse nele, então eu aconselhei a tomar cuidado com esse relacionamento, pois se ele for uma pessoa toxica não vai trazer bem nenhum a ele, nisso varios desabafos rolaram entre varias intrigas deles, e eu falava pra ele tomar cuidado e terminar com ele, mas que era so uma opiniao minha para o bem dele, que ele mesmo assim poderia escolher a decisão que ele quisesse.
Nisso em 1 mês que se conheceram já começaram a namorar, até ai fiquei preocupado pois o namorado dele não parecia uma pessoa saudável pra ele, mas como eu sempre disse, a decisão era dele, então, como melhor amigo dele, falei pra ele colocar em um grupo do whatsapp de amizade nosso, onde era eu, ele e uma amiga em comum, pra eu conhecer melhor o namorado e fazer uma amizade, nisso brincamos e fui super simpático com ele, apesar de ele ter se demonstrado meio seco de inicio, e eu entendi que talvez seja por timidez, fui dormir, até que 4h da manhã recebi uma mensagem do namorado dele no privado me falando milhões de palavrões e coisas, de inicio não entendi nada, achei que era brincadeira do Alan (meu amigo), mas como as mensagens não paravam de vir eu resolvi acordar melhor e ver o que era, era mensagens dele dizendo exatamente:
"E ai fudido, beleza? Me fala qual a sensação de ficar se metendo na relação dos outros? dando opinião sobre uma pessoa que nem conhece? ta ficando doido? Até ontem tava afim pra porra de te conhecer mas agora tu é um cuzao, depois de ler o que tu escreve pro alan tuas opiniões e saber que como você, quero que você se foda, ta com ciume do teu amigo cara? toxico aqui é você, a unica pessoa que vejo como possessiva e abusiva aqui é tu, com medo de perder uma amizade dando palpite no relacionamento dos outros.." e foi assim por umas varias mensagens falando varias merdas
De inicio fiquei puto e não sabia como reagir, mas por respeito ao meu amigo resolvi falar de boas com ele, resumindo falei que realmente não conheço ele e que o que opinei foi por conta de coisas que ouvi sobre o Alan e que foi apartir dele que tirei minhas conclusões já que ELE quis a minha opinião, já que me preocupo com ele e você não tem nada a ver com isso, por isso mesmo que queria te conhecer, pra ver o seu lado e como você era.
E assim foi, ele me xingou pra caramba, falou um monte de coisas e quando fui falar com o Alan, o namorado me respondeu pelo celular dele também me falando bosta, o Alan viu e brigou com ele mas continuaram juntos, passando o pano pra ele e dizendo que eles mechem um no celular do outro, porém senti que minha privacidade foi invadida pois tinha muita coisa intima minha nas mensagens, coisas do tipo desabafos de suicídio, depressão e ansiedade que possivelmente tenho.
Passou uns dias e o Alan ficou meio estranho comigo e eu comentei isso com ele, ele disse que enquanto eu e o namorado dele estiver na vida dele, nos dois vamos ter obrigação de conviver um com o outro, e isso me deixou puto e chateado, nisso o namorado dele vem de novo me mandar mensagem escrevendo: " Bom dia Jonas beleza? Então cara relaxa que não vou te ofender, ainda não - quem quer te conhecer agora sou eu, me procura pra gente bater um papo de homem pra homem, o capitao aqui fiscal do Alan como tu diz nas mensagens (nas mensagens em privado com o meu amigo) quer falar contigo pessoalmente, afinal não somo moleques né" eu ignorei ele, e ai ele vem com mensagens me ridicularizando e debochando dos meus problemas me chamando de depressivo, isolado, anti social e tudo mais, e isso me afundou de mais, eu fiquei mal pra caralho, chateado e puto com o Alan por ter permitido um cara tao random e toxico fazer isso, sendo que claramente ele queria passar o pano dizendo que o namorado nao estava nem errado e nem certo em suas atitudes de proibir que ele me contasse as coisas do relacionamento, dizendo que brigaram por ele ter vindo falar comigo mas nada alem disso mudou pois ele veio me ofender novamente.
Nisso passou 1 mes e os dois estavam bloqueados em tudo, a Anne, a amiga em comum, me mostrou ele dizendo pra ela que eu que dei motivo pra isso tudo e que eu sempre fiz isso com todas as amizades que tive, sendo que ele sabe que as amizades do passado que tive e que cortei foi por que eram pessoas escrotas, um agredia a namorada, outra fez o mesmo que ele fez agora e outros me falaram merdas quando estavam bebados , e por conta dessa conversa entre ela e ele que me ela me mostrou, resolvi sumir, até que então o Alan veio aqui, hoje no caso, veio querer conversar comigo e tentar esclarecer, mas continuando dizendo que entende os dois lados e nao entende o por que de eu ter parado de falar com ele e sumido, mostrei as conversas do namorado dele sendo escroto comigo, dei toda minha visão e de como eu fiquei puto e chateado por ele simplesmente (na minha visão) ter ficado nem ai com isso tudo, discutimos e tudo e ele diz que eu também fui errado em ter sumido e agido como se a amizade dele não valesse nada, sendo que foi ele quem priorizou um relacionamento de um mês, nisso antes de ele ir embora, ele perguntou o que seria da nossa amizade agora, e eu disse que não sei, que seria com o tempo, mas que se ele quisesse falar comigo seria por ligação ou vir ate aqui, então ele disse que não teria como desse jeito se for pra eu fazer assim, e eu disse que se ele continua com o cara então não me sinto a vontade pra continuar conversando por mensagem com ele. Nos despedimos e entrei, mas me bateu uma puta tristeza, por que não sei se estou errado ou certo, e gosto muito dele, porém eu sou o tipo de pessoa que quando alguém vacila comigo eu não consigo perdoar facilmente, estou sendo orgulhoso ou estou com a razão? não sei o que dizer só sei que sinto raiva, tristeza e magoa, não tenho amigos e o único que tinha me deixa assim, já me sinto solitário e o único amigo que eu sentia que poderia contar a vida toda e me fazia bem, sinto falta dele, e me decepciona de mais, não sei mais o que pensar.
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